quarta-feira, 18 de março de 2015

A Pedra Jade

Jade

Jade é o nome dado às pedras trazidas da China e da América Central à Europa.
É o termo genérico referente a dois minerais nobres, a jadeíta e a nefrita, que tem como composição básica os óxidos de Silício (Si), Alumínio (Al), Sódio (Na), Magnésio (Mg) e Cálcio (Ca) que, devido à reação como o Ferro, adquirem colorações esverdeadas, variando desde tonalidades muito claras (esbranquiçadas) a um verde escuro-azulado.
Caracterizam-se, sobretudo, pelo brilho e dureza e seu valor está, em grande parte, associado à sua raridade, dado que as condições para a sua produção são bastante especiais: baixas temperaturas e alta pressão em zonas de falha geológicas, o que faz com que, em todo o mundo, haja somente 10 ou 11 regiões produtoras.
O Jade é valioso ainda hoje por sua beleza. Suas muitas cores são apreciadas, mas a cor verde-esmeralda, o jade imperial, é muito admirada e procurada por colecionadores.

Possui forte conexão com a Lemúria. Atrai força. Abre caminho para as vidas passadas, especialmente as vividas no oriente. Alivia desarranjos no sistema imunológico. Gera amor divino ou incondicional. Esta associada as principais virtudes: coragem, justiça, misericórdia, modéstia e sabedoria.
Confúcio disse que o jade serviu como um lembrete de integridade da mente e da alma.
Energia: Receptiva
Planeta: Vênus
Signo: Touro
Elemento: Água
Objetivo: amor, sabedoria, cura.
Chacra: Cardiáco

Entretanto, grande parte de seu valor e conteúdo simbólico está, inegavelmente, associado à cor verde, que relacionavam os antigos mesoamericanos à vegetação, às água e, em especial, nos relatos míticos, ao milho - alimento básico das populações.
De um modo geral, fontes escritas oferecem abundantes descrições sobre o jade, enquanto símbolo de vida, e mais que isso, como gema geradora de vida: contas e pedras desse material eram colocadas na boca dos mortos como um substituto do coração; as jovens recém casadas recebiam de presente esses mesmos objetos para garantir a concepção. Muitos acreditam que a pedra jade é a pedra da imortalidade, uma pedra com valor muito alto espiritualmente e financeiramente.

Levando em consideração as duas palavras grifadas do parágrafo anterior: verde e financeiramente, gostaria de fazer um paralelo entre elas e a palavra prosperidade.
O que é prosperidade?
Do latim prosperitate, refere-se à qualidade ou estado de próspero, que, por sua vez, significa ditoso (boa sorte), feliz, venturoso, bem-sucedido, afortunado (Novo Dicionário Aurélio, versão 5.0, e Dicionário Houaiss da língua portuguesa, 2001).
O que significa ser próspero para você?
E se fizermos um outro paralelo entre ser próspero e lidar positivamente com o dinheiro?
Como é sua relação com o dinheiro?

Pesquisa realizada por Silvana Pagotto

Círculo Precioso Jade

Círculo Precioso Jade - escrito por Saphyra

Chegou o dia de mais um Círculo Precioso! Aquele encontro tão esperado e que a cada dois meses esperamos com grande expectativa, sabemos a data, desconfiamos do tema, mas só saberemos que caminho ele vai seguir no momento presente. Será este o grande atrativo que nos faz estar presente? A curiosidade instigada? O que gera em nós a necessidade de "estar"?

Ao abrir o espaço me deparo com a imagem do Lord Ganesha, aquele que me recebe todos os dias ao adentrar neste espaço, é preciso preparar o ambiente que ficará a espera de mulheres, quantas? É sempre uma surpresa.

Silvana é a primeira a chegar, e prepara o altar, enquanto eu recepciono quem devagar vai chegando.
Altar preparado, mulheres sentando para compor este Círculo, um aroma no ar, um som e sorrisos.
Silvana, Cássia, Mariana, Ila, Marlêne, Luciana, Bete e eu - Somo em 8, o número do infinito, aquele que gira, o que faz o dinheiro circular, o dinheiro que instiga mais ainda nossa curiosidade: porque dinheiros simbólicos compõem o altar?
Três 'caras' novas despertam o interesse: "quem são elas?", é necessário uma apresentação e o que faz com que cada uma esteja aqui, na dança e neste momento presente, é exposto em cada fala:
Aquela que teve sua primeira aula no dia anterior, hoje está presente neste Círculo e nos fala sobre a dança como um reencontro. E há a outra que afirma que através da dança é como se Deus ficasse perto de nós. E há aquela que não encontra explicação no porquê abrimos mão de qualquer coisa para estar aqui.




Em nosso altar, baseado na pedra do dia "Jade", representada dentro de uma lamparina, simbolizada pelo tecido verde, vem associada com a prosperidade. Aquela que também tem uma forte conexão com a alegria. A taça com água mostra a pureza da pedra, associada também ao símbolo da vida.
O dinheiro, muito verde, e o Senhor Ganesha, o mesmo que nos recepcionou ao chegar a este espaço, a este Círculo.
E a proposta de conversa trazida pela Silvana partiu da sua pesquisa referente a pedra Jade, que pode ser visualizada nesta postagem: A Pedra Jade




* O que é prosperidade?
* Você é próspero?
* Qual sua relação com o dinheiro?
* Qual o papel do dinheiro? Que lugar ele ocupa na sua vida?

"A prosperidade deve trazer felicidade", e de repente a conexão entre as qualidade da nossa Jade.
"O universo é abundante", "estar no lugar certo, na hora certa e confiar que Deus te leva", "a importância de nos conectar com nossos talentos"...

E qual seria esta relação entre prosperidade e felicidade? Dinheiro traz felicidade ou felicidade traz o dinheiro?
Sim, sabemos da importância do dinheiro, ter ou não ter não é a questão, mas como nos relacionamos com ele e de que maneira ele está ligado a sua felicidade.
"Tirar de dentro de você o que te traz felicidade"

Levamos o foco ao que nos dá prazer e o quanto o dinheiro contribui ou não para isto.

E, caminhando para a felicidade, olhamos para a Jade sob outra perspectiva, a que me traz alegria, se de alguma forma estes dois assuntos estão conectados, esta é a reflexão.

O que te faz feliz?
É a pergunta respondida através de traços e cores que ganham muitas interpretações,
imagens que podem falar mais do que frases e palavras e um papel que não comporta tudo que nos dá prazer, alegria, felicidade...

Alegria é um sentimento de contentamento, de prazer de viver, júbilo, satisfação, exultação. Nas pessoas costuma ser expresso através de sorrisos (Wikipédia)

O exercício foi despertar o sorriso no outro e a reflexão: o quanto levamos alegria aos outros? De que forma? E como isso se dá no seu dia a dia.

Uma proposta lançada: 21 dias trabalhando a visualização de uma imagem e uma lista de alegrias.
Como cada um receberá esta proposta? Quanto estaremos abertas a exercitar? Como isso reverberará em cada uma?  O que pode mudar?
Estar aberta a um exercício e tentar...

21 dias depois - o retorno
Apenas alguns depoimentos sobre este processo, se aconteceu ou não aconteceu:
Algumas pessoas que se propuseram a fazer, foram transformando a imagem da melhor forma, como sentiram-se mais a vontade, como foi o meu caso e é de grande valia! O fato de transformar a imagem visualizada já apresenta que algo se transformou.
No meu caso, a lista de alegrias passou a fazer parte do meu cotidiano, e eu já não senti mais a necessidade de escreve-las, mas todos os dias penso no assunto e lanço olhar sobre a alegria do dia, ciou-se um hábito!
O não acontecer é algo a se pensar também e de repente tentar mais uma vez. Quais foram os motivos que fizeram desistir ou nem começar? Quais foram as dificuldades?




"A alegria não está nas coisas, está em nós" (Goethe)

Fique a vontade para deixar seu comentário deixando sua dica para encontrar a alegria dentro de si.  que você recomenda?

Círculo Precioso Jade
Realizado em 22/02/2015
Escrito em 18/03/2015 (por Saphyra Cristiane Wilson)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Círculo Azurita por Jane Alves


Círculo Azurita por Jane Alves (adaptado por Saphyra)

Participaram deste encontro: Verinha, Lunnah, Gill, Thais, Jane, Silvana, Márcia, Luiza, Saphyra e pela primeira vez Cassia.

São Paulo, 07 de dezembro de 2014.

Círculo Azurita

Deparo-me com um círculo de mulheres que se encontram durante dois anos para fazerem círculos preciosos.
Observo um altar que se encontra no centro da sala de aula de dança, composto por um manto azul, uma gaiola de cobre com a porta aberta e dentro dela havia um pássaro, do lado de fora uma flor rosa, presa a uma haste. Também havia uma corrente dourada  ao redor da gaiola e uma caixa laranja.

Nas mãos da Saphyra há um bastão e ela explica o procedimento do encontro a quem nunca participou.
A própria Saphyra montou o altar, o qual era simples e extremamente simbólico, ela demonstra que a simplicidade é bem vinda.
A pedra em tese do domingo é a azurita e por esse motivo a cor azul Royal é o destaque do dia. Esta pedra está ligada ao nosso chacra frontal ligado à abertura do terceiro olho, intuição, decisões, escolhas…
A gaiola representa a liberdade ou a falta da mesma, a escolha em ficar dentro ou fora da gaiola. As correntes podem representar o aprisionamento.

O encontro teve como fundamento teórico o filósofo Jean Paul Sartre: “A liberdade é condição de vida do ser humano, o princípio do homem livre. É livre para fazer o que tiver  vontade. O homem está condenado a ser livre, condenado porque não criou a si próprio, e livre porque uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo que fizer.”

E por que liberdade? Somos 10%  livres.
Até que ponto somos livres para dançar?
Colocação das alunas que estavam presentes no encontro:

-  “ A corrente me mostra uma sensação de culpa, lembrando a carta do baralho cigano, o chicote.”
-“ Cada elo da corrente seria uma junção para fazermos algo unidas, a corrente junto à liberdade significa união.”
-“Ter uma gaiola com a porta aberta é ter liberdade e não saber fazer uso, o que há dentro da gaiola é conveniente, então por que sair? O que pode ter acontecido para a pessoa se colocar nesta situação, pois temos que prestar atenção e sempre ‘olhar e vigiar’.”
- “Liberdade requer coragem.”
- “A dança auxilia a nos descobrirmos e dança faz isso.”
-  “Coragem: Nos colocamos em prisões e somos coniventes e não enxergamos nosso coração.”
-.“Somos responsáveis com nossas escolhas e arcamos com as consequências. Nós escolhemos estar aqui hoje. Momento de escolha. “vou ou não vou?” Nunca devemos coloca a culpa em alguém. Temos que assumir e abrir mão de muitas coisas. O ‘falar’ também é uma escolha. Não nascemos prontos, nos construímos. Somos o que escolhemos, a soma de todas as escolhas.”

Sartre é ateu, então fica claro que estamos no comando de tudo. Vamos construindo nossa essência na existência, na história pessoal. Construímos tudo, até nossos valores.

As conclusões do grupo:
- “ Somos consequência de nossas escolhas.”
- “Nossa vida é uma escolha, somos livres, todas nossas escolhas são conscientes.”
-“Dentro da gaiola é uma zona de conforto, porque fora dela temos que enfrentar rivalidade, quando percebemos que não estamos bem, voltamos para a zona de conforto.”
-“Somos limitados pela ética.”
- “É complicado a relação com o outro, porque podemos interferir na felicidade da outra pessoa. É muito bom ter um pássaro preso na gaiola, mas para o pássaro não é bom se sentir preso.”
- “Até que ponto temos a liberdade sem prejudicar o outro? A realização implica na infelicidade do outro.”
- “em um relacionamento não dá para termos toda a liberdade. Às vezes, abrimos mão, é importante que não magoemos os outros. A liberdade mora dentro de nós.”
Obs.: De acordo com Sartre, a pessoa tem a escolha de agir como quiser.
- “ Sempre jogamos a culpa nos outros, ninguém precisa entendê-lo. Não querer magoar o outro é porque é necessário ser aceita e amada. Precisamos o tempo todo ser aceitos e também…. Do amor da outra pessoa, o que implica na nossa falta de auto estima e do amor.
- “Dane-se o que vão pensar sobre mim, se alguém me julgar louca, deixe falar, cedemos muito aos outros e depois nem sabemos de onde vem a depressão  para agradar o próximo. Ainda há ferramentas para redescobrir nossas necessidades, nos compreender e atuarmos sem pensar no quanto o outro for julgar. Devemos continuar aprendendo, mostrar-nos abertos ao mundo.
- “Na dança, o que a pessoa absorver é a escolha dela, só absorve o que tem valor para si.”
- “Escolhemos até o que queremos ouvir.”

LIBERDADE NA DANÇA:  Por quê? Qual a sua escolha?

LUNNA FALA SOBRE O ANO DE 2015: Será o ano de Marte (vermelho). No amor, será complicado, será preciso ter jogo de cintura para não estressar. Um ano para não confiar nas pessoas, é preciso escolher, ver se vale a pena, ser combativo na direção correta. Muito importante ficar atento em quem realmente é  nosso companheiro. Ano guerreiro, trará muita vitalidade, mas na direção certa. Marte quer que sejamos vitoriosos.

MOMENTO DE MEDITAÇÃO:  comandado pela Saphyra, para tomada de decisão.
No círculo precioso, as coisas acontecem de uma forma bem aberta. Não há um horário para acontecer, é flexível na escolha. Não há um roteiro para ser trabalhado. Não há um ponto a chegar, por isso não é linear.

DINÂMICA FEITA PELA LUNNA: As deusas guerreiras.
Lunna entregou um papel com uma fita, cada pessoa recebeu um referente a uma deusa. Cada integrante do círculo dançou para sua deusa, momento único e precioso.
 


E finalizando…. Esteve participando do círculo quem realmente deveria estar… 

Escrito por Jane Alves
Adaptado por Saphyra
Círculo: Dezembro 2014

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Círculo Hematita por Gill Ahrins

Círculo Hematita - por Gill Ahrins (adaptado por Saphyra)


O Circulo Hematita foi realizados no dia 05-10-14 com a presença de Saphyra, Gill, Luciana, Marcia, Bete, Élen e pela primeira vez a Silvana.


Foi, como sempre,  um dia muito especial. O altar, composto pelos véus , flores, pedras , oráculos e  no centro a imagem de São Francisco de Assis.



Os objetos do altar:
Veus : O processo de fluir - o movimento
Flores: Ornamenta  cada momento feliz e representa aqui a entrada da Primavera
Oráculos: Representa o jardim interior de cada uma
Pedra hematita: Poder de transformar e curar - Vida, alegria e movimento
São  Franciso de Assis: Conhecido como o protetor dos animais , aos 25 anos, Francisco aceita a decisão do pai e renuncia definitivamente os bens paternos. Entrou de vez para a vida religiosa, fundando a Ordem dos Frades Menores e a Ordem Terceira.





O circulo trouxe para o encontro o despertar da consciência de cada uma dentro da dança como proposta o trabalho inspirado nos animais, protegidos por São Francisco de Assis.
A proposta foi vivenciar as qualidades de movimentos que cada animal proposto traz observando que pode transformar a sua dança através de cada movimento.

Cada uma que realizou essa vivencia pode explorar de dentro para fora a identificação com cada animal da  sua preferência, refletindo o porquê da identificação com determinados animais neste momento.

No momento  da entrega, todas que estavam envolvidas pela a emoção da dança percebem que ainda somos todas aprendiz da Dança.

Na proposta seguinte trabalhamos um animal em diferentes situações: preso, nervoso, tranquilo, alegre, livre. Esta atividade trouxe a reflexão que a Dança traz essa diversidade de movimentos, emoções, e sentimentos acorrentados, que através da dança poderemos nos  libertar e expandir a leveza do ser Divino que habita dentro de cada uma de nós.
                    






Frase de São Francisco

‘’Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.’’




DANÇA

Ser Bailarina é rezar para Deus dançando  e   no momento supremo da entrega  fazer parte de todo o universo.



Círculo Hematita - Realizado em 05/10/2014
Registro escrito por Gill Ahrins
Texto adaptado por Saphyra

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Círculo Vassoura de Bruxa por Saphyra

Círculo Vassoura de Bruxa - por Saphyra

Uma publicação tardia, mas nunca falha... Este Círculo aconteceu em junho e veio seguido de muitas atividades, logo na semana seguinte tivemos o Encontro Precioso, nosso Festival de Danças Étnicas, dois dias após o Festival eu viajei com a pendência de alimentar nosso blog, de compartilhar o relato deste Círculo, mas durante a viagem não consegui tirar este tempo, pois não é só copiar um texto, mas parar para escrever é reviver todo o Círculo e nas minhas andanças não consegui me abrir para isso. Voltei! E novamente fui atropelada com muitas atividades e acredito só agora eu realmente cheguei e consegui me aterrar para concentrar, já se passaram quase 2 meses e já estamos nos preparando para o próximo. Mas este tempo, ainda que atrasado, para esta postagem também está sendo positivo, pois para trabalhar nesta publicação estou voltando e revivendo nosso último Círculo junto às minhas anotações.



E, novamente, estávamos em 9 (eu, Edi, Lunnah, Valquiria, Thais, Kathia Silva, Luciana, Krystal e Marcia), a Thais e a Kathia estão pela primeira vez conosco portanto recebem as nossas ametistas e a Krystal recebe uma nova ametista, pois sua antiga ametista teve outro destino.

O altar, foi feito pela Edi, que trouxe a pedra do Círculo "Vassoura de Bruxa", eu realmente não conhecia esta pedra, mas lá estavam elas, em nosso altar, para fazer a limpeza energética. Associada a Cianita Azul, do arcanjo Miguel, aquele venceu o dragão.
No altar, o dourado representando o Sol. As penas representando o filtro dos sonhos. A água, o elemento purificador. A tríplice! E, claro, os anjos que nos observam.

Filtro dos Sonhos...Os sonhos... Como andam os seus sonhos?
E, assim, começamos...
Desejos, vontades, fé! é preciso ter fé, confiança.
Fé é certeza, é coragem e não medo!
Fé é motivação!
A fé te move. É o se esforçar.
Fé é o que move a realização dos seus sonhos.
Coloque energia nos seus sonhos!



A vassoura de bruxa vem para varrer as coisas ruins, as coisas que impedem que nossos sonhos aconteçam!




O que te move?
Refletindo sobre o esforço que nos faz estar aqui em pleno domingo de frio pela manhã mais uma vez.
"Estamos aqui porque queremos estar aqui". E assim, faremos com nossos sonhos.

Sim, este foi mais Círculo de entrega às lágrimas.
Quantas vozes precisavam ser ouvidas! Quantas lágrimas esperaram este Círculo para desabar!
Este Círculo, que ampara, recebe as lágrimas e os momentos de fraqueza, é o mesmo que nos fortalece.

Fé, tão falada neste Círculo, trouxe tantas questões, tantas formas de se manifestar:
São Francisco de Assim, que foi tão recorrente neste Círculo, o que tem a nos dizer?

"Orar através da palavra tem um poder.
Tocar sua oração tem um duplo poder.
Dançar triplica o poder do querer".

E, novamente, a frase: "Dança é cura!"
Dance, acredite! Faça de sua dança uma oração, transforme!

Círculo realizado em 20/07/2014
Escrito em 24/09/2014 por Saphyra

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Círculo Turmalina Rosa - escrito por Luciana Vaiano

Círculo Turmalina Rosa - escrito por Luciana Vaiano

Pra mim este circulo foi diferente, pelo fato de fazer uma coisa que desde a época do colégio me assustava e assusta ainda: "ESCREVER" .
A sensação que tive com o fato de escrever é que a atenção fica mais aguçada e a percepção também. Comecei a prestar atenção em todas, antes mesmo de iniciar.


Todas foram chegando, e eu lá embaixo ainda na Boutique Cigana... e então uma nova percepção, mais aguçada de todas as outras inúmeras vezes que nos encontramos... a alegria, o prazer, os abraços , os beijos, a sintonia que sempre esteve presente neste espaço. Fiquei pensando no carinho e dedicação que a Telma e a Gill preparavam o altar lá em cima...

Todas nós subimos, sentamos (eu, Telma, Gill, Edi, Valquiria, Elen, Marcia)...e vem a primeira frase: "Este é o primeiro círculo sem a Cris!" (a Saphyra)
E na sequencia: "Ela quer nos tornar independentes"

Um pequeno silêncio, e claro, um vazio, um espaço vago... e acredito que todas, cada uma com seu pensamento: "Como será sem ela que está sempre presente? E agora???"

Então a Telma iniciou o Circulo com a carta que a Saphyra deixou com algumas recomendações em relação a proposta do Círculo e então escutamos: "Ela está aqui com a gente"

Na sequencia, Gill nos passou o desafio, o tema que ela trouxe abordou a saúde da mulher dentro da Dança.
O Altar feito por ela e pela Telma tinha flores vivas, como nós, que mesmo com todas as dificuldades estamos sempre firmes e fortes.

A primeira experiência é colocada: "a dança surgiu em um momento difícil e veio como um elixir. A relação que tenho é como um namoro, se não estou bem paro de dançar, me ausento, mas quando volto é quando me sinto curada" (Gill)
E assim é lançada a primeira questão ao grupo: É possível a Dança trabalhar esse lado da saúde, nossos distúrbios?

Sim, inciam-se as respostas: "eu me curei de um câncer!", "eu danço mais ainda quando não estou bem", eu entrei na dança como terapia, estava num processo depressivo", "minha cura está na dança", "entrei para a dança quando resolvi cuidar de mim, quando resolvi me tirar do buraco, do fundo do poço"

Algumas técnicas são citadas, técnicas que vem para nos auxiliar na cura, técnicas hoje encaradas como sérias e reconhecidas pela ciência que como a Telma introduziu este assunto "nossos hábitos judiam do nosso corpo" e esquecemos de regiões como o baixo ventre, o centro de nosso corpo.
E eu (Luciana) complemento falando sobre o giro tântrico, que foi sugerido que se fizesse uma prática no final do Círculo de hoje.

E surge a nova questão: "O que tem de bom ou de ruim em ser mulher?"
Edi toma passe do bastão: "O maior poder que existe é o da Gratidão. Por exemplo, menstruar...não reclame, veja a renovação. Nós somos mais fortes, os homens mais frágeis"

E Telma complementa com o texto de Augusto Cury: "A biografia masculina tem uma dívida impagável com as mulheres. Os homens sempre foram o sexo frágil, pois só os frágeis usam força. As mulheres sempre usaram mais as idéias e a sensibilidade. Por isso esse misterioso Deus chamou uma mulher para cumprir uma missão que milhares de homens não conseguiram" (Maria, a maior educadora da história - Augusto Cury)

E na sequencia realizamos alguns exercícios práticos, um que Gill nos passou com a pélvis para irrigação de todo assoalho pélvico, lubrificação da vagina, libido... E depois, eu passei o giro tântrico para ativação, harmonização e energização da Kundalini

Após a prática Valquíria encerra: "Devemos começar um movimento de valorização feminina, pois lá fora a referência está perdida. E a mulher não toma essa consciência. Temos que nos unir, nos valorizar!"

Sobre o altar:

As flores tem nome de Flor Viva, Sempre Viva, ela nunca morre, foram trazidas pela Gill do Vale do Matutu (MG) que significa Lugar sagrado, e as pedras, quartzos rosas, de São Tomé da Letras.
Sobre as flores, Élen observa: " Essa flor, Sempre Viva, é bela de frente e de costas, como a beleza da mulher"

Escrito por Luciana Vaiano
Data do Círculo: 18/05/2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

Círculo Fluorita - por Telma Vieira

16 de Março de 2014 – final do verão

Nos reunimos mais uma vez num círculo mágico, formado por mulheres apaixonadas por dança, música e amizades verdadeiras.
Estão presentes neste círculo: Amanda, Gill, Saphyra, Verinha, Edi, Telma e a estreante no círculo: Jane.

Amanda inicia apresentando o altar e seus símbolos:
  •    O bastão: foi acrescentado um adereço simples (para que, ao longo dos próximos encontros, outras companheiras possam agregar os seus toques pessoais) e lilás, símbolo da espiritualidade, da união (masculino/feminino – azul/rosa), representando as dualidades da vida: união/separação;
  •  A pedra: fluorita: compõe-se de várias cores. Tem um pouco de todas as outras pedras curativas.
  •     Altar: feito de itens encontrados no carnaval. Suas cores: o rosa do babado: o romantismo, o feminino; o azul: objetividade, infinito, o masculino; o chapéu preto e prata: preto=ausência de cor, luto, tristeza, o prata= novas idéias; o branco (base do altar): a união de todas as cores, a paz; o dourado: riqueza, abundância, poder... o carnaval! A máscara prateada: a cara limpa: o todo – nossa essência...

Amanda lembra que o carnaval hoje foge as suas origens gregas, coloca-se uma máscara e passa-se a ser quem você é (ou gostaria de ser). No dia a dia, todos usamos máscaras: a mãe, a filha, a profissional, o ego... o que queremos mostrar e não somos.

E na dança? Quem somos? O que representamos? Nossa dança tira nossas máscaras ou nos dá outras máscaras?
Saphyra nos questiona: “O que é estar livre? Você se sente uma pessoa livre?”
Para Vera a liberdade é algo interior, é a liberdade do nosso espírito. Liberdade é subjetiva. Podemos ser prisioneiro de nossos sentimentos, de nossas lembranças.
Edi: "não é o estado civil que define se somos ou não livres",  por vezes, a possibilidade de escolha entre muitos parceiros pode representar uma prisão, ao contrário do que muitos pensam.
Telma lembra ainda do quanto nos temos aprisionado as tecnologias, facebook e afins e deixamos de viver o dia a dia, o real. Será que conseguimos nos policiar para o bom uso do fácil acesso a internet???

“Podemos fazer tudo o que temos vontade?” questiona Saphyra. E as regras para o bom convívio social, as leis? E de quantas outras coisas não somos escravos??? E as expectativas que as pessoas têm de nós?
Saphyra: “Quando visto uma máscara, 'posso ser o que quero'; mas não será esta uma outra prisão?”
“E estes personagens, não podem nos trazer algo de bom? Talvez resgatar algo de nossa essência?” questiona Telma.
“Mas será que tudo o que há em nossa essência é bom? Até onde estes personagens são úteis? Qual o limite para interpretar?” indaga Amanda.
Edi: "não podemos usar as máscaras o tempo todo. Em algum momento, temos que ser nós mesmos."
Saphyra lembra que o bambu (o nosso bastão), fala de flexibilidade, de ser o que somos, mas da importância de aprender com as lições da vida e nos construir a partir delas.
“Será que todos sabemos o que queremos ser?” pergunta Vera. Conhecer-se e saber o que de fato queremos ser, nosso propósito de vida não é algo tão fácil assim.
“Tudo posso, mas nem tudo me é lícito”. Amanda cita esta frase pensando que, no contexto em que estamos inseridos (sociedade, religião, política) temos tendência de querer agradar aos outros, nos condicionando a ser algo para o externo. Tendemos a mostrar o que o outro quer ver e, independente do que façamos, seremos criticados de qualquer forma.

E na dança? “O que é uma dança livre?” indaga Saphyra.
Vera: "Entrega."
Saphyra cita um texto “livre: algo espontâneo, natural, sem nada preparado, algo a ser expressado. É o deleite do momento.” Mas lembra que, quando dançamos um estilo, nos limitamos até pra não descaracterizar a dança. A estética da dança são os limites. “Quando a dança se torna igual, onde está a liberdade se liberdade é o momento?"

Encerramos mais um encontro com um exercício livre, de momento... ao som de uma versão instrumental de “all we need is love”, música que bem retrata tudo o que discutimos: liberdade, criação e nossas carências escondidas atrás das máscaras... afinal, quantos de nós realmente não precisamos apenas de amor...



Texto escrito por Telma Vieira
Data do Círculo:  16/03/2014