segunda-feira, 11 de julho de 2016

Círculo Precioso Azul

Círculo Precioso Azul

As primeiras cores começam a se manifestar em cada Círculo. Hoje, foi dia de azul com seu poder calmante e relaxante. A presença da cor azul no espaço e nas peças de roupas voluntariamente vestidas pela maioria das participantes já anunciava momentos de serenidade e a paz interior que viemos encontrar. 
Azul, a purificação, como as águas, acor que simboliza o mar...

"Azul da cor do mar" como já cantou Tim Maia.
O símbolo do divino: No hinduísmo a cor azul é sagrada, Pushkar (cidade sagrada no Rajastão, Índia) é conhecida por "Cidade Azul", Krishna é muitas vezes retratado na cor azul, Brahma (o criador do Universo) surgiu de uma lótus azul...

5 mulheres purificam-se com as águas perfumadas, àquela que chega pela primeira vez a um Círculo Precioso ganha sua ametista de conexão com o grupo e sentam-se aleatoriamente ao redor do altar, conectando-se a cor azul, aos símbolos contidos neste altar...

Uma praia!!!
Lembranças... Me lembro daquela praia que me parece selvagem, como eu, ou como eu gostaria de ser, ou a que me sinto mais a vontade, ou a que com suas águas calmas, considero meu recanto de paz ou a que traz lembranças de quem sou. 


Meditações... me levam a diferentes locais, me tiram do mundo agitado, turbulento, barulhento, e me levam ao meu mundo de tranquilidade e então, ao mundo que desejo agora, neste momento, e que por alguns segundos pode ser mudado. Mas, para agora é este mundo que eu vejo, que vem a mim, é o que desejo agora... Neste grupo, aqui e agora, no geral: a paz. 

Ah! As águas, o mar, a limpeza, a purificação.
Agradeço as presença sagrada das águas no meu corpo, desde o instante em que nascemos, nos conscientizamos desta presença divina em nosso corpo, a deusa se faz presente dentro de nós através dos líquidos do nosso corpo. Agradecemos às lagrimas, o sangue, no suor... A água que simboliza nossos sentimentos, emoções e a nossa intuição.
As águas do mar com as marés influenciadas pelas fases da Lua, como somos nós, mulheres. Honramos às diversas mães do mar, manifestada de diferentes formas com diferentes nomes em diferentes culturas.
Diante de cada uma de nós, há uma mensagem oculta de cada uma destas divindades do mar. E, pedimos a elas sua ajuda para superar as marés baixas da nossa vida e para encontrar a tranquilidade diante da tempestade e turbulência.
Pedimos ao mar a cura, que leve o que desejamos limpar em nós, curando a nós mesmas para o mundo curar, que haja paz, que haja tranquilidade, que haja harmonia nas relações.

Cibeli, Juliana, Carmen, Célia e Saphyra


"Devemos nos lembrar de que nosso espírito nos leva de volta para a água, pois ele flui no pulsar do rio e retorna para o mar onde a vida começou. Nossas almas são pesadas com tanta dor e decepção difíceis de carregar,mas nós pediremos ao rio levar nosso peso para o mar e oraremos ao mar lavar e renovar os nossos espíritos. Nossas lágrimas de dor e tristeza lavam nossas almas e nos libertam de tudo o que nos atordoa, removendo as marcas de sofrimento. Levantemo-nos radiantes e sigamos em paz, pois o nosso espírito foi lavado pelas ondas do mar e por elas renovado"
(Adaptado do "Book of Daily Prayer for Today´s Changeable World" - Retirado do site www.teiadethea.org
Círculo Precioso Azul
Realizado em 18/06/2016








domingo, 19 de junho de 2016

Círculo Precioso Arco-Íris

Círculo Precioso Arco Íris


No dia 29/04/ 2016 aconteceu este primeiro Círculo de um novo ciclo. No dia internacional da Dança, exatamente no mesmo dia do nosso primeiro encontro quando esta proposta nasceu no Espaço de Dança Saphyra.

Para começar o novo ciclo, o ciclo das cores, abrimos com o Arco-Íris, o facho de luz, formado com a descida da Deusa Íris, a mensageira dos deuses, apresentando-nos que o novo ciclo está transformado, o novo formato abre-se para a chegada de novas mulheres interessadas em estar neste espaço, e que a linda virgem com asas e mantos de cores vibrantes vem anunciar à temperança, a harmonia, servindo aos propósitos do feminino, e é com este propósito do feminino sagrado que nossos "novos" Círculos vão fluir.

10 mulheres adentram neste espaço sagrado, entrando em contato com a forma circular, tomando consciência de que o Círculo é uma mandala viva. Enquanto colorem mandalas, conscientizam-se do que é estar em um Círculo de Mulheres e a importância de se resgatar esta maneira ancestral e sagrada de se reunir, e percebem o poder transformador que mulheres reunidas em Círculo tem.

Apresentamo-nos umas as outras, o seu nome e a sua cor:
Carmen azul, Luciana lilás, Cibeli azul, Célia verde, Sônia azul, Eliane amarelo, Veraci amarelo, Cinthia vermelho, Cassia rosa, Saphyra azul.

Um Círculo silencioso, marcado pelas sensações, o fluir  das águas renovam os sentimentos que precisam ser transformados, o fluir e se renovar, anunciando o próximo Círculo com fluir das águas azuis do mar. Da deusa donzela, Íris, à mãe, às mães do mar.

Círculo realizado em 29/04/2016
Escrito em 19/06/2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Eu e o Feminino

Eu e o Feminino

O meu contato com o universo especialmente feminino se deu desde minha infância, onde cresci, na Boutique Cigana, loja da minha mãe, pela qual fui altamente influenciada em todos os meus caminhos futuros. Foi ali que floresceu em mim as danças ciganas que me levou ao descobrimento de outras danças étnicas. Do contato com a moda, arte, cores, sons e muitas mulheres, o meu trabalho com dança nasceu. Cresci em meio a muitos meninos, três irmãos, muitos primos, queria ser como eles, se de um lado eu tinha os exemplos masculinos, tive um grande exemplo feminino, minha mãe, o retrato da força feminina, trabalhou com mulheres e pelas mulheres. Na minha prática de dança me descobri menina-mulher, troquei as bermudas e camisetas largas por saias longas e resgatei o uso dos brincos, que não os deixei mais. A dança (cigana  e oriental) me deu a possibilidade de vivenciar a minha feminilidade. Ao ler o livro “Dance e Recrie o mundo” de Lucy Penna, tomei consciência deste processo transformador da dança, o quanto sua prática traz de volta a nossa essência feminina, perdida nos dias contemporâneos em que a mulher ganha espaço e se iguala aos homens.
Com o tempo, assisti esta transformação em muitas alunas e o trabalho com a valorização do feminino foi sendo inevitável. Cada vez mais este enfoque veio sendo naturalmente trabalhado em minhas aulas. A exploração de diversos estilos de dança, de danças de diversas culturas me aproximou de diversas mulheres, diversas facetas do feminino, e me permitiu perceber que quando quero acordar a mulher existente em cada uma, é preciso reconhecer quem é esta mulher. Através do corpo, das diversas danças, despertamos diferentes mulheres dentro de cada uma de nós e reconhecemos cada vez mais a nós mesmas. Fui percebendo como é importante para muitas mulheres “vestir-se” com elementos femininos,  e apenas o fato de colocar um saia, uma flor nos cabelos ou pegar em um véu as transforma incrivelmente. Trabalhei a auto estima em inúmeras mulheres, que passaram a se valorizar cada vez mais e valorizar o que cada uma tem de mais sagrado, o seu feminino.
Depois de uns bons anos percebendo este poder que a dança tem, chegou a mim o livro “O Milionésimo Círculo”, despertando em mim um desejo impulsivo de fazer um Círculo de Mulheres, mas ficou apenas na imaginação. E, de repente, do desejo de algumas alunas se reunirem para conversar, filosofar dança e compartilhar experiências, reascendeu em mim a vontade de fazer um Círculo de Mulheres, e de uma forma mágica, nasceu o Círculo Precioso, um  Círculo de Mulheres sem a intensão de se tornar um Círculo Sagrado, mas a energia tomada por mulheres reunidas com um mesmo propósito o fez se se tornar um espaço sagrado, mágico e transformador. O Círculo foi se fortalecendo naturalmente e um novo desejo tomou conta de mim, e senti uma grande necessidade de ampliar este Círculo, dando a oportunidade a novas interessadas e transformar cada vez mais mulheres, para isso seria necessário um aprofundamento ainda maior, ao ler o livro “Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas” identifiquei muitos elementos que naturalmente já existiam nos Círculos Preciosos, reconheci a sacralidade ali já presente e hoje trago questões do feminino um tanto mais conscientes para esta roda!
Hoje, me preparo para seguir um novo caminho, não só de transformar mulheres, mas curá-las, uma cura um tanto mais profunda das realizadas pela dança, mas que vem para complementar este trabalho. Assim como outras mulheres, que declaram estar atendendo ao chamado da deusa, me sinto como elas, atendendo a um chamado interno, um possível chamado da deusa!


Gratidão Universo, por me fazer ter a sensibilidade de ter esta percepção!


Saphyra Cristiane Wilson
20/04/2016

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Círculo Precioso Ametista 2 - Encerrando o Ciclo

Círculo Precioso Ametista 2 - Encerrando o Ciclo

A transformação!

Este Círculo foi uma revisitação a todos os Círculos anteriores, um resumo de tudo que ficou marcado pelas experiências vividas, desde sua criação, a sua formação e fortalecimento. Uma viagem ao túnel do tempo, hora de refletir, analisar e mudar.
Nesta Círculo estiveram presentes: Luciana Zioli, Tabata, Gisele Hannagisa, Krystal, Cássia, Bete, Thais, Lye, Elaine Amorim, Saphyra...

"A necessidade de um Encontro, um espaço para reflexão e evolução de mulheres que dançam!
Dia Internacional da Dança, uma nova proposta nasce: Círculos Preciosos...
Com a ametista começa e com a ametista terminamos este ciclo. Ametista, a mudança, a transmutação!

Aproximadamente 40 mulheres passaram por estes Círculos, muitas frequentaram constantemente, muitas foram peças fundamentais para fundamentar este Círculo, para fortalecer esta ideia. Outras apenas deram uma passada, muitos olhares curiosos vieram descobrir este encontro misterioso e de repente não foram de fato tocadas, mas ainda assim deram sua contribuição, aquela sua única presença pode ter sido marcante para qualquer uma de nós.

Cada Círculo, uma pedra... Ametista, Ágata, Turquesa, Rubi, Pedra da Lua, Granada, Quartzo Branco, Citrino, Pedra do Sol, Fluorita, Turmalina Rosa, Vassora de Bruxa, Hematita, Azurita, Jade, Lepidolita, Ametrino,  Água Marinha... faltam algumas sim, talvez não tenham sido registradas, não sei se fiz as contas certas e acreditei ser o este o 21° Círculo, talvez não o seja, mas de qualquer forma o seu tempo já passou... É hora de mudar! Sim, as coisas mudam, é hora de perceber o que foi mudando, mudança é evolução! Quem faz parte deste Círculo hoje? Quem fez parte dos primeiros Círculos? Quem acompanha há algum tempo? Nunca ficamos com um espaço vazio, sempre antigas peças deram lugar a novas e junto com as novas peças, o novo, uma nova essência, uma nova descoberta, um novo momento, o novo pede novidades: é hora de mudar!

Muitos assuntos foram abordados, muitas questões, muitas e muitas lágrimas, “Saphyretes”, termo que cai em desuso por causa do novo, uma palavra recorrente: superação. E sempre mais lágrimas... as deusas, as mensagens dos deuses, e aquela que deixou de frequentar este Círculo nos escreveu: “uma imensa corrente invisível unia cada mulher e já não pertencíamos à prisão espaço-tempo! Ninguém podia nos ver, tampouco nos ouvir... Somente nós e os deuses da Dança” (Carmem). Ainda outra sentiu: “...eu percorria feito criança, que canta, que dança, que encanta dentro de minhas próprias veias, a pulsar meu próprio coração, como notas doces, leves e enfáticas. Descalço essas sandálias, vastas, cansadas, e piso com pés planos nesse gramado molhado, de terra perfumada. Elevo as mãos ao céu em conexão ao divino, e com um sorriso largo, e olhos que brilham agradeço a Deus por estar aqui. Meu sonho na janela, voando... livre a minha imaginação. Como se meu corpo não fosse mais escravo a movimentos que antes não superava, agora eu era livre, meu corpo levitava, minha mente viajava... Pude olhar a chuva, sentir o gosto... Eu dançava a dança, a dança me dançava... E naquele gramado, de um verde de que tão verde, verde não era. As flores me assistiam radiantes de felicidade, trovões ecoavam palmas estridentes, ininterruptas. Holofotes solares me faziam brilhar, ser estrela de mim mesma... eu me senti dançando... eu me senti: EU! (Natalia Parzanese). 

E os anjos? Quantos não foram os Círculos que esta imagem se fez presente. Sim, eles continuam a nos observar, mas com tantas mudanças, parece que esquecemos disso.
O que dizer da sintonia? Da harmonia com que tudo foi acontecendo... E quanto nos surpreendemos com o como tudo ia se encaixando, como se fosse planejado, estudado, arquitetado, combinado previamente, mas não! Fomos surpreendidas pela sintonia com que tudo foi acontecendo e naturalmente fluindo harmonicamente. 

E sempre lágrimas, emoções à flor da pele... Falamos de desapego, mudança e flexibilidade, falamos de saúde e muitas vezes citamos a dança como cura. Falamos de sonhos, desejos, vontades e fé. E a cada lágrima e certeza de que este Círculo não pode acabar, já foi escrito: “quantas lágrimas esperam este Círculo para desabar. Este Círculo que ampara, que recebe as lágrimas e os momentos de fraqueza, é o mesmo que nos fortalece”. Filosofamos, falamos de liberdade, dançamos os animais, dançamos para as deusas e então... o movimento... o Círculo, a roda que gira, gira, gira, para transformar, assim como os Dervixes, que giram, giram, giram, se esvaziam e se transformam... assim aconteceu com nosso Círculo, girou, se movimentou, se esvaziou e está se transformando para iniciar um novo ciclo. Um último Círculo falou do tempo, da velocidade, do século XXI, aqui nosso tempo é outro, será o tempo dos deuses?!
Aqui o tempo é o tempo que tem que ser!

Mulheres se reúnem ao redor de algo, de um altar, que traz algo simbólico a cada dia, a cada tema... o Círculo é nosso, ele tem uma orientadora, facilitadora, ou como queiram chamar, ele é preparado por muitas mulheres que tem algo a contribuir com outras, que tem algo a se descobrir em outras, ele tem uma guardiã que guarda e mantém este Círculo com muito carinho mas espera que cada mulher alimente este projeto com sua contribuição que pode acontecer de muitas maneiras: a sua presença, a sua palavra, a sua questão, a sua proposta, o seu silêncio, a sua contribuição em participar e o desejo de trazer um pouco de si para o altar que tem sempre tanto a nos dizer. Nossos altares já trouxeram:  a água, o fogo, a terra e o ar. Deuses, deusas e anjos. Flores, muitas flores, diversas flores. A frase “Amor à Dança”, xale, leque, castanholas, pandeiro, véus, pedras, relógio, penas, rosas, pétalas e incenso. Muitos oráculos. E nós (em fotos).
Um altar muito especial foi feito por aquela tão importante para a existência deste Círculo mas este ano nos deixou e fez sua passagem para uma nova vida, mas deixou sua forte lembrança e a mensagem: No altar, a renda vermelha de suas bodas de prata e as rosas para representar sua família, o pandeiro para deixar um de seus maiores ensinamentos - A alegria em viver, que todos nós, devemos exteriorizar, mesmo nos momentos mais difíceis de nossas vidas, para que esse brilho possa atrair e contagiar felicidade.
E é com esta alegria que pretendo iniciar nossa nova etapa! O nosso novo Ciclo!

No Círculo Precioso Pedra da Lua, uma das “preciosas” (outro termo que com o passar o tempo caiu em desuso com as mudanças) e que não frequentou mais os Círculos iniciou um registro de frases que marcaram cada Círculo e hoje eu dou continuidade para finalizar este ciclo:


Uma nova proposta nasce... Círculos Preciosos!
Superar desafios na dança é superar desafios na vida...
Que sentido tem a dança para cada uma?
Fogo: transmutação na vida...
Em qual momento tu te sentiste dançando?
Amor à Dança.
Eu quero se feliz agora!
Qual foi o deus ou demônio que enfrentaste durante tua apresentação?
Creio num mundo melhor: o mundo a que desejo pertencer.
Sois todas bailarinas!
O tempo passa... Eu nem tinha percebido os coraçõezinhos ao redor desta página!
Tu viste a fênix?
Fera ou Golfinho?
Os anjos observam...
Siga a voz do seu coração, confie em você!
Muitas coisas serão transmutadas aqui hoje!
Vamos sorrir!
Deixe que as estrelas te inspirem.
Movimento sem sentimento não mostra nada.
Você conhece as verdades do bambu?
A vida é mudança. A vida é uma dança.
A dança te tira a máscara ou te dá outras máscaras?
A dança cura.
Estamos aqui porque queremos estar aqui.
Rezo para Deus dançando.
Somos consequência das nossas escolhas.
O que te faz feliz?
Onde você reabasteça sua essência feminina?
Qual o seu momento de paz?
 Círculos Preciosos, um círculo de transformação! É hora de transmutar!
Que venham as novas cores!"




Encerrado este ciclo chamado "ciclo das pedras preciosas", nossos Círculos voltarão renovados, daremos início ao "ciclo das cores"!!!

Saphyra Cristiane Wilson
Círculo realizado em 19/12/2015

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Círculo Água Marinha por Saphyra

Círculo Precioso Água Marinha por Saphyra

O 20° Círculo, caminhamos para o 21° e encerramento deste ciclo, das pedras preciosas, e começamos a re(pensar) como serão nossos Círculo a partir do próximo ano...
Aqui estão: Luiza, Cássia, Lu Vaiano, Silvana, eu e pela primeira vez a Tábata.

No altar: instrumentos de percussão para simbolizar o tempo

E abrimos o Círculo falando sobre a falta de tempo e é sobre o tempo que queremos refletir. 

É notável o frequente cansaço em muitas pessoas e inegável perceber que as pessoas estão sempre correndo... Sim, precisamos ter consciência de que o tempo está mudando, o tempo está diferente, e aquilo que antes conseguíamos fazer em um determinado tempo, hoje o mesmo tempo não é mais suficiente para a mesma tarefa. É comum escutar que o dia deveria ter 48 horas, pois pensamos que as 24 horas não está sendo suficiente para realizarmos todas as tarefas. Como é pensar que não temos mais as 24 horas? Já está comprovado que a terra está girando mais rápido e que o dia deve estar em 19 horas apenas.

O século XXI é marcado pela velocidade, a tecnologia vem para nos oferecer ferramentas para que agilizar todas as tarefas, hoje não preciso mais ligar para 10 alunas para dar um aviso, basta enviar uma única mensagem pelo whatsapp que atinjo as 10 alunas ao mesmo tempo, não preciso mais ir até o banco e pegar fila para pagar uma conta, sem sair de casa posso paga-la pela internet, não envio mais cartas para os clientes comunicando uma promoção que além de eu ir até o correio a correspondência levaria dias para chegar, hoje basta um clique que um mesmo comunicado chega em segundos a milhares de pessoas por programas de envio de e-mails os redes sociais. O mundo torna-se veloz, assim como o tempo, e ainda assim, com estes sistemas a nosso favor, não conseguimos dar conta das tarefas como se dava antes.

O mundo veloz, exige pressa, agilidade... E com isso vem a cobrança, tudo tem que ser para ontem, e aos que prestam serviços resta se desdobrar para servir, para atender. Na velocidade a qualidade dos serviços caem, não se pode esperar uma costureira preparar um vestido, elaborar, ter tempo hábil para criar e trabalhar sob medida, hoje compra-se tudo pronto, reina a produção em série. Em diversas áreas, tudo é aprendido rapidamente e em poucas horas já se torna especialista em determinada área, e a falta de qualidade vai permeando a nova era e a falta de tempo te faz confortar com a falta de qualidade. 

O século XXI, é o século das super mulheres, aquelas fazem sempre mais de uma coisa ao mesmo tempo, enquanto cozinha, assiste a novela, escuta o marido, lava a louça, atende ao telefonema de trabalho e olha pelos filhos que brigam enquanto se divertem... e é aí, que se esquece a panela no fogo, o arroz queima, que ouviu o que marido falou, mas não escutou e não se lembra de uma informação importante que foi dada e não percebeu como a criança caiu da escada. E este mulher, tem um tempo ocioso, e é este tempo que ela vai ocupar para fazer tudo o que não deu conta de fazer nas 24 horas do dia, este tempo (ocioso) não existe mais. 

Como lidar com esta mudança? Como você se relaciona com este novo tempo? O que fazer para evitar que o turbilhão de informações lhe cause futuros problemas?
Qual o seu momento de paz? Qual o tempo que você se dá para cuidar de você mesma? Qual sua maneira de meditar em meio a tudo isso?

"Buscar o equilíbrio em seu interior", "Procurar momentos de paz", "Meditar",  "Priorizar"...

Como é a sua relação com a música? Como você percebe o tempo de cada música? Como você sente o tempo da execução de cada movimento? Qual o tempo necessário para determinada ação? 

Círculo realizado em 16/08/2015
escrito por Saphyra em 27/08/2015 (11 dias depois, por falta de tempo)




segunda-feira, 6 de julho de 2015

Dervixes (Shokry Mohamed)

Dervixes

Creio em ti e em seus giros
Creio em todo o universo que te rodeia
Creio em tudo que sabe do universo
Creio em cada círculo que gira

Me enfeitiça sua música encantada
E seus ritmos tranquilos e agitados
Creio em tudo o que te rodeia e o que você rodeia

Gira desenhando círculos
sobre cada círculo, coloca um desejo,
uma esperança, um conselho e uma história

Gira e giramos contigo, deixando escapar estrelas de ti
Gira ao redor da luz, do amado e do amor
Gira a redor do panteão do nosso santo
Gira, Gira, Gira

Gira dentro dos corações
Gira como o sangue circula pelas veias
Gira ao redor da vida e da morte
Gira na terra e no céu
Gira e cada tempo e em cada momento
Gira sobre o planalto da Anatólia
Gira ao redor do Tibet e do Amazonas
Sobre as montanhas do atlas e ao longo do Nilo,
à beira do Mar Morto e do Mar Egeu
Gira sobre os templos da Índia e suas mesquitas
Gira na profundida do universo,
Gira entre os povos e aldeias, entre a multidão, sem fome, sem guerras,
envolvendo coração, inocência e ternura
Gira pela irmandade,
pela união do espírito
pela beleza do espírito
por eles e por mim,
Gira por mim
Gira, Gira, Gira

Gira antes do amanhecer de depois
Gira pela manhã  e pela noite
Gira em todos os tempos
Gira no verão e no inverno
Sob a chuva e o trovão
Sob o sol e sobre a neve
entre o verde das árvores
Gira na primavera e no outono
Gira em cada tempo e cada momento
Gira ó maior de todos os homens
Gira e eu giro contigo.

Vejo o sol girando
A terra gira sob seus pés
A Lua em companhia das estrelas gira
Tudo que te rodeia gira
E você gira sobre terra sólida
desenhando linhas invisíveis
som cor, sem forma e sem deixar buracos
círculos enormes e sem fim
Gira, Gira, Gira

Gira ó maior de todos os homens
e eu girarei contigo
E em sua companhia
Gira, Gira, Gira.




Shokry Mohamed
em La Bailarina Del Templo

Círculo Ametrino - por Saphyra

Círculo Precioso Ametrino - escrito por Saphyra

Mais um Círculo, o novo e o antigo se encontram, um novo Círculo revisita Círculos que já foram vivenciados, um novo espaço, novos personagens que escrevem uma outra história, outras impressões e sempre cada momento é um momento e cada Círculo único!

Somos em 5 (Luiza, Silvana, Cássia, Liza e eu, Saphyra), o novo espaço é preparado para receber pela primeira vez nosso Círculo de Mulheres que Dançam, a energia circular que já está implantada no espaço antigo, hoje chega neste novo local e seguiremos nesta energia fluida de troca que seguiremos nesta roda.
O altar traz o Encontro dos Círculos Ametisa e Citrino já realizados. No centro, a imagem de Ganesha, a mesma do Círculo Citrino, aquele que abre os caminhos, aparece novamente neste Círculo, o primeiro realizado neste espaço para abrir uma nova etapa dos nossos Círculos a troca entre espaços. E também estão neste altar, as ametistas, para nos lembrar que a pedra que abriu nosso ciclo foi o Círculo Ametista, e as ametistas foram e são o símbolo de união entre mulheres que fazem ou já fizeram parte desta roda, o nosso "elo de conexão" que nos uniu e nos fortaleceu enquanto Círculo, hoje restam poucas ametistas e lá estão elas, no altar, a espera novas mulheres que farão parte deste movimento. Hoje, a Liza, recebe a sua.

O Círculo que segue num movimento cíclico, que assim como a roda caminha, gira, transforma, e se mantém aberto à possíveis mudanças, adaptações e principalmente transformações. Nos encontramos em busca de algo transformador, somos a própria mudança, fazemos parte de um Círculo de Mulheres que Dança, e assim como a dança seguimos o fluxo do movimento e deixemo-nos transformar... Nossos Círculos caminham para o encerramento de um ciclo, em breve o 21° Círculo Precioso encerrará o ciclo das pedras preciosas, que nos moveram, motivaram, inspiraram... mas hoje tem se esvaziado, perdido o sentido, pois algo mudou e se mudou vamos lembrar da flexibilidade do bambú (o nosso bastão de fala) e seguiremos no fluxo do novo, que ainda vai chegar.

Revisitando os Círculos anteriores (ametista e ametrino) resgate-se a questão: " Que sentido tem a dança para cada um de nós?".
Em primeiro lugar: a lembrança. Aquela que um dia questionou, há tempos não visita mais este Círculo, não visita a dança neste espaço, será que continua dançando? Será que a dança já não lhe faz mais sentido? E mais uma vez, reflito: de fato estamos em eterna transformação, vivemos em movimento e cada um tem seu tempo, seu momento, e o quanto a dança faz parte da vida de cada um, é muito individual.
As respostas de hoje são outras, outras mulheres, outras histórias, outros propósitos, outro tempo:
A possibilidade de viver vários personagens e levar isso para sua vida, retornar a si mesma, alegria!!!
Se um dia e disse: vida! Hoje eu digo: transformação! A vida sempre no movimento de transformação.

No Círculo Citrino o altar foi composto por peças utilizadas na última apresentação (véu, flores, etc) e hoje o altar é composto por elementos trazidos por cada uma das participantes, elementos que sejam importantes para cada uma e falem de sua dança:o xale, o pandeiro, a tornozeleira de guizos, o sapato de flamenco, as castanholas, uma saia, um véu. O que cada um destes elementos falam sobre cada uma de nós?
O xale emprestado traz a memória da primeira apresentação com outro xale emprestado, mas que faz reviver cada momento daquele dia. O pandeiro, colorido, é símbolo daquele momento em que o sentir-se estrela vem a favor do nosso trabalho, vem na medida certa, suficiente para trazer alegria àquela que deseja simplesmente sentir e transmitir alegria. A imaginação voa e chega a uma momento em que se vê dançando na praça com o pandeiro, seus olhos brilham e nos faz viajar junto em sua fantasia. A tornozeleira de guizos fala muito mais do que um estilo de dança, aparece muito além do que um simples acessório ou peça de vestuário, fala de individualidades, desejos e vontades, encontros e desencontros que a dança traz, descobertas e caminhos escolhidos. Os sapatos, as castanholas - o tempo - o momento de cada um, queremos mais do que dominar movimentos, queremos tocar o outro! Para tocar o outro, precisamos ser tocadas, a música precisa tocar minha alma. Que música te move? Como te move?
A saia, os véus, uma história, um momento, uma nova fase, as novas fases, e de novo a transformação.
Algo que me move, o movimento, o Círculo, a roda, que gira, gira, gira, gira para transformar, e então os Dervixes.


Finalizamos nosso Círculo transformador com um poema, assim como o Círculo Ametista foi encerrado, hoje encerramos com a imagem dos Dervixes que giram, giram, gira... se esvaziam de si e transformam (-se). Leia: Dervixes de Shokry Mohamed

Círculo Precioso Ametrino
Dia 28/07/2015 em Saphyra Espaço de Dança - Unidade Tatuapé
escrito por Saphyra