quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sem tempo de ver as cores

Sem tempo de ver as cores

Percorro pela vida em busca de algo que nem sei o que.

A pressa toma conta do meu corpo e o momento se torna um corre corre desenfreado, que parece encurtar mais os dias.

Parar para que?
A lista das metas a serem cumpridas cada vez aumenta mais.

Amanhã eu vou,
Amanhã eu vejo,
Amanhã eu paro,
Depois eu faço,
Depois eu ouço,
Depois, Depois...

O tempo passa,
As rosas do jardim nascem, as flores morrem, e eu não parei para admirar o orvalho em suas pétalas, nem perceber as cores que enfeitaram o jardim e não senti o perfume que exalou das rosas.

Nem tinha percebido os coraçõezinhos ao redor desta página.

Bem pensado!

Vamos falar das cores dos corações. Dos tons que dão harmonia aos caminhos que um dia um Ser maior fez formar, uma corrente com elos bem diferente, que dão personalidade ao todo. Isto já é um milagre!

Bate, bate coração,
Pare em um cantinho qualquer para observar o seu valor.
Lembre-se dos corações que já se foram, pense nos que estão para vir.
Infinitos tons de luz de mesclam no céu e na terra.

Vamos coração, continuar o passeio pela estrada arborizada em formas indefinidas, onde corações perdidos esperam uma mão amiga, uma simples acolhida, um abraço apertado já basta para se sentir amado.

Vamos coração, enquanto está aí parado, pense nas coisas diversas já vivenciadas.

Nova fase vai se abrir para fortalecer o elo do amor eterno.

Quantos corações foram agregados, desprendidos, transformados, reprimidos e abandonados! Porém, com o elo trançado na fé, esperança e humildade, nunca se perde ou morre, só vai para outro lado.

Pode até parecer desapego, mas o que Deus uniu, não há tempestade que separe. Ele, consagra, unifica, prepara pela lei natural do tempo e permite se machucar para reconhecer que os elos divinos não são corrompidos nem pela ausência nem pela distância.

Preservar é a meta, fidelidade a missão.

Agora, vamos a reciclagem.
O que vale a pena restaurar.
Quais os valores que são importantes?

Reflita coração, voe pelas antigas avenidas e olhe as árvores frondosas que a centenas de anos fazem parte da história. O cenário e os personagens mudam, mas ela está firme e poderosa alimentada por raízes que não podem ser arrancadas. Isto me fortalece!

Somos gotinhas no Universo sempre prontas para se restaurar. As gotas se unem, o fogo se apaga e a reconstrução acontece.

Será que há tempo?
Por onde começar?

Primeiro, limpar a mente, fortalecer o espírito e ir atrás do elo quebrado. Juntar os cacos coloridos e fazer um mosaico, para colocar de enfeite na mesa da comunhão para repartir experiências, contar histórias... e quantas!

Me pergunto coração.
Foram tantas peças quebradas que nem tem como separar.
É hora de recomeçar o jogo. Selecionar as peças que são mais preciosas, lapidar as desgastadas. Montar o alicerce com tijolos e argamassa.

Vamos ser forte coração!
Eu sei montar minha história.

Agora é a meta final!
Traga de volta as cores livres das ciganas,
As rosas de Santa Rita,
Os lírios que fazem parte do meu Templo consagrado.

Meus anjos e Santos queridos nesta vida, onde as pedras já quebradas, formam mosaicos floridos, com raios de sol e estrelas, praia com ondas surfantes que explodem no cair da tarde, vão ao encontro da lua e se espalham pelas areias, apagando num instante as más lembranças do passado.

Vamos coração amigo,
Vamos voltar à terra,
Colocar a fantasia que dá colorido à vida.
Brincar com as cores vibrantes,
Ouvir a felicidade,
Fingir que não há falsidade, ser Marêne de verdade.

Agora o que é que eu faço?
Os sonhos que já eram opacos se desmancham no espaço.

Quero continuar no circo, fingir que tudo é bonito, tentar fazer o impossível para enfeitar minha tenda com retalhos coloridos, para acolher amigos, mesclar com alguns não queridos, ser como o joio do trigo, ouvir a palavra Divina e deixar acontecer a arte que pode ser viva e contemplativa, depende de como você distribui os cacos do grande mosaico.

Nada se perde, tudo se transforma.

Vamos comprar outra tela, esboçar um caminho novo ao som de uma bela canção?

Vivemos num mundo de aparências, sem tempo para ver o colorido da alma.
A transformação acontece quando o amor se manifesta.
É como o mosaico.
A harmonia só existe quando as peças se encaixam de acordo com a delicadeza de cada colaborador.

Vale a pena ver as cores!

Relato escrito por Marlêne Capela em janeiro de 2013
(adaptado por Saphyra Cristiane Wilson para contexto deste blog)

Círculo Precioso Quartzo Rosa

Círculo Precioso Quartzo Rosa

O que faz com que 10 mulheres levantem cedo em um domingo quase chuvoso que pede um pouco mais de cama???

Um compromisso com elas mesmas. Um encontro marcado onde ninguém tem obrigação de comparecer, mas a cobrança e necessidade de estar presente vem de cada uma.


Enquanto a Verinha prepara o altar, que será o centro e quase sem querer o tema principal do nosso encontro, vão chegando: Lunnah, Krystal, Bete, Éllen, Carmem e Marcia, que vem pela primeira vez compor este círculo. E então, Marlêne, chega surpreendendo a todas e enchendo de alegria cada uma com sua recuperação e saudade. E mais tarde, Agatha chega para completar a roda.



                             


O altar da Verinha, composto por todos os seus oráculos, que são abertos todos juntos pela primeira vez aqui, ao grupo, leques representando o feminino, fitas coloridas, a cigana, moedas... e sempre sua fala sobre o altar nos remente ao universo feminino.



O altar



De início, Verinha nos apresenta o nosso novo bastão da fala, chamo de novo o nosso velho bastão, que foi transformado por ela que acrescentou a ele uma pedra por ela preparada e energizada, moedas ao redor e as fitas coloridas para trazer cor, para trazer vida. E essas fitas nos deram muito o que falar, a relação cores e vida deu muitos desdobramentos, como a leitura do relato "Sem tempo de ver as cores" escrito por Marlêne em sua temporada no hospital, que nos trouxe muitas reflexões e questionamentos, aprendemos a dar valor a pausa e refletir sobre o tempo para o perceber o outro. O tempo que devemos dar a nós mesmas e que sentimos orgulho de se dar esta tempo ao pertencermos a este círculo e nos presentear com momentos de dança, onde esquecemos do mundo lá fora e vivemos momentos únicos dedicados a nós mesmas e nosso corpo em movimento. 

Ainda as fitas coloridas do nosso novo bastão traz uma mensagem intuitiva, onde a Lunnah visualizou a imagem da fênix, que nos remete a transformação, é a transmutação para algo melhor, enquanto ela fala sobre evolução (espiritual e emocional), sua sensibilidade emociona muitas de nós e finaliza sua mensagem dizendo que o "renascer das cinzas veio trazer a benção". E quem esteve mais envolvido neste espaço sabe a importância desta mensagem para o próprio espaço, para quem cuida e coordena ele e principalmente para quem frequenta. A mudança das cores retratam um novo momento e cada uma sabe o que isto pode significar para você. Para Marlêne, por exemplo, a troca do vermelho para o rosa significa sair da "agressividade" e "agitação" para um momento mais tranquilo. 


O Universo é mágico, e faz com que tudo se encaixe e flua sempre da melhor maneira, como tem que ser. Hoje, o Círculo Quartzo Rosa acontece em um novo ambiente, agora o rosa vem ocupar este espaço, o amor incondicional, energia que devemos pensar em colocar neste Círculo, tão delicado e profundo, como o Quartzo Rosa, amor que entrego e recebo dele, e assim a cada Círculo nosso "elo de conexão" se fortalece. Um "elo de conexão" nos une, possuímos uma Ametista que representa cada uma no Círculo que me fortalece quando necessito, hoje a Marcia é mais uma a receber uma Ametista e outras que cada uma por um motivo não a possui mais, é hora de recebe-la com muito mais força e importância. 



Marcia escolhendo sua Ametista, nosso elo de cone



Não acaba por aí, para encerrar Lunnah nos presenteou com um jogo, o jogo da transformação, ligado aos anjos, que trazem a conexão perfeita com a dança, não é a toa que Santo Agostinho já dizia: "homem, aprenda a dança, se não os anjos do céu não saberão o que fazer contigo", no jogo de palavras que busca uma re-conexão com qualidade divinas, jogo presente em um singelo altar paralelo ao altar principal, composto pelo azul, a lavanda e o abalone para lembrar da mãe Iemanjá já que seu dia foi comemorado no dia anterior ao Círculo, as trufas do Senhor Ganesha, tão presente neste espaço que a cada dia é o primeiro a receber cada uma que aqui adentra e por ser este o primeiro Círculo do ano, veio para abrir este novo ciclo. Também abrindo o novo ano, não esquecemos do ano novo chinês, hoje comemorado, o ano da Serpente, tão feminino como este Círculo, serpentes que trocam de pele assim como nós, mulheres, trocamos de papéis o tempo todo, sendo mães, empresárias, filhas, namoradas, etc. Serpentes, flexíveis, como devemos ser, nos adaptando e serpenteando para dar conta das demandas da vida, flexibilidade que adquirimos dançando.

Hoje, posso dizer que nosso Círculo existe e cada uma já entende melhor o porquê dele. No próximo (em abril) comemoramos 1 ano, é motivo de celebrar esta conquista!!!



Escrito por Saphyra (Cristiane Wilson)
Data do Círculo: 03/ 02/2013
Escrito em: 06/02/201
3

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Círculo Precioso Rubi por Carmem Toledo


Círculo Precioso Rubi - Por Carmem Toledo


Preciosas mulheres chegam e, uma a uma, acomodam-se em torno do altar que, desta vez, foi criado pela Preciosa Élen.

Além da responsável pelo centro de nossa reunião, éramos as Preciosas Saphyra Cristiane, Krystal, Roseane, Valquíria, Elisabete, Lunnah, Luciana, Vera e Carmem.

A Deusa da Felicidade recebeu a todas com o sorriso próprio dos deuses: um gesto que, apesar de não consumado, comunica o necessário para a transmissão de seu dom. Ela estava lá, calada, mas dizendo tudo... Parecia dizer: "Eu estou em vocês. Eu sou vocês. Vocês, juntas, são minhas entranhas."

Ela estava cercada por elementos que remetiam à nossa dança: um pandeiro, castanholas, uma linda rosa... 
Mas não havia só isso: Preciosa Élen também presenteou o Círculo com a força da Deusa Tríplice, que contempla as três fases da mulher: a moça pura, a mãe protetora e a sábia idosa. O quartzo rosa afirmava o amor incondicional e a amizade que pairavam no ar. O baralho espalhado ao redor evocava a transformação a ser realizada por cada uma de nós.

Como havia dançarinas que participavam pela primeira vez do Círculo, ametistas foram distribuídas - como ocorrera no Círculo Precioso Ágata - e Preciosa Krystal explicou o significado dessa pedra, que representa a transmutação, a busca da identidade. Sua força traz discernimento e simboliza o elo entre todas as integrantes do grupo.

aAcaixinha das Ametistas
O Grande Círculo se abria...
Uma imensa corrente invisível unia cada mulher e já não pertencíamos à prisão Espaço-Tempo!
Ninguém podia nos ver, tampouco nos ouvir... Somente nós e os Deuses da Dança!

Preciosa Lunnah tomou a palavra e falou sobre suas dificuldades para criar danças coreografadas. Contou que, na Festa de Encerramento, a coreografia havia sido, finalmente, sua parceira e concluiu que, na verdade, esse havia sido seu Demônio, que veio a se tornar um Deus. 
Por fim, iniciou o tema que conduziu nossas reflexões do dia, com a questão:


"Qual foi o Deus ou o Demônio que vocês enfrentaram no dia da apresentação?"

Nesse momento, muitas foram tocadas pelas bênçãos da Vida. 
Lágrimas correram, tal cachoeiras de água cristalina que tudo arrastam com sua força, mas que, ao passarem, deixam suaves gotas que, tímidas e pequeninas, alimentam a terra que há de se tornar fértil novamente. A água em abundância arrancou muitas flores... inevitável. Mas, com elas, foram-se também as ervas daninhas que as matariam, cedo ou tarde. Agora, restam as sementes que estavam protegidas embaixo da terra. Elas hão de crescer e serão flores ainda mais belas e mais fortes que aquelas que foram arrancadas.
Rosto e alma lavados, aquela que chorava parecia ainda maior. Mais mulher. Mais humana. Mais ela. Mais nós.

Enxugamo-nos do banho necessário e revitalizante e, prontas para prosseguirmos nosso ritual, orientadas por Preciosa Élen, escolhemos cartas do baralho que nos aguardava, observando tudo, calado como a Deusa da Felicidade.
Cada qual leu a mensagem que a fortuna lhe reservara... Verdades que estavam em cada uma de nós... Sim. Nós já sabíamos... Mas é impressionante como precisamos sempre que nos ensinem antigas lições...

Preciosa Saphyra escolheu uma carta ao acaso...
Ah! Acaso travesso, que, como quem não quer nada, sempre surge no momento certo...
Tu dizes verdades mirando-nos os olhos!
Eis que tu nos trazes um recado peculiar: Ação e Reação - irmãs xipófagas que em tudo se intrometem - nos chamam à reciclagem!
Isso quer dizer que é tempo de separarmos o bem do mal, o cândido do corrompido, o são do ferido, porém sem renunciar jamais à nossa identidade, afinal, sem ela, não existimos! O bom agricultor não descarta sua terra por causa do joio: ele simplesmente o separa do trigo. Reciclar é ressaltar o que há de bom e corrigir o que há de mau. Compreendemos a mensagem e ouvimos Preciosa Saphyra encerrá-la com a frase principal:
"Crio um mundo melhor: o mundo a que desejo pertencer."
Que assim seja!

Depois desse momento de aprendizado, Preciosa Lunnah nos ensinou uma singela dança circular.

Tomadas por uma magia indefinível e indescritível, todas nos vimos na ciranda de uma certa bailarina que nos lembrava, a cada segundo, que todas estamos na mesma condição... A condição humana. 




Mas, queres saber, bailarina?
Ainda bem que temos uma casca de ferida, pois ela nos faz ter mais cuidado para que não firamos duas vezes o mesmo lugar...
Ainda bem que, ao acordarmos às seis da matina, temos remela, pois ela está lá porque nós dormimos e sonhamos...
Medo de subir, medo de cair e medo de vertigem nos protegem contra o perigo... 
E o bom de termos tudo isso que tu não tens, nobre bailarina, é que podemos, em nossa loucura de seres imperfeitos que somos, ser bailarinas como tu, quando quisermos!

Preciosa Carmem Toledo

Data do Círculo: 16/12/12

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Círculo Precioso Turquesa por Saphyra


Círculo Precioso Turquesa - por Saphyra

Um círculo sem uma pedra definida, mas que desta vez foi escolhida no dia, no momento da sua realização, e então, Turquesa. Já que neste círculo não terá como escapar do assunto “Turquia”, um chá turco será servido, como prometido e a turquesa é a pedra da Turquia, lugar que eu, Saphyra, acabo de deixar e chego cheia de experiências para no círculo compartilhar.
Éllen, Valquiria, Saphyra, Sandra, Lunnah e Carmem (tirando a foto)

De início, somos em 5 (Sandra, Carmem, Éllen, Valquiria e eu) e depois uma sexta chega para integrar o círculo, Lunnah.

O altar

Sandra
No altar a frase “Amor à Dança” se destaca entre o 
xale, leque, castanholas, rosas, pétalas e o incenso, montado pela Sandra, que neste mesmo dia vem para se desligar das aulas de dança cigana aqui no espaço, um paradoxo, pois ao mesmo tempo em que deseja este desligamento fala de amor e complementa em sua fala: “lamento os que não conhecem a dança”.  Sua paixão à dança flamenca justifica o desligamento da dança cigana e com muita maturidade e consciência percebe que se realmente deseja aprender a dança cigana, deve se abrir ao conhecimento e experiência para outros ritmos ciganos, a outros sons e outras maneiras de se dançar, isto é dança cigana! E este não é o seu momento! Mas deste círculo ela continuará fazendo parte.

Cada pessoa que já passou por este Círculo, ou até mesmo aquelas que ainda não tiveram oportunidade de comparecer, por algum motivo, faz parte dele. E quando está ausente, está presente. Nós, presentes, sentimos e percebemos vocês na roda.

O assunto dança parte do depoimento da Sandra e hoje percebemos a dança como “cura”, e a Valquíria, que participa de um círculo precioso pela primeira vez, diz: “Hoje me sinto viva”.
Valquíria
E mais uma vez surgem algumas lágrimas, de alegria, de emoção, de satisfação em fazer parte deste “grupo” que tem como diferencial o acolhimento, distante de competições e disputas de egos, qualidades favorecidas pelo trabalho realizado em nossos Círculos. E que tudo é promovido por quem ensina, por quem dirige ou coordena um grupo... E então, em meio a tantas ofertas de aulas de dança, surge a pergunta: Como escolher um professor de dança? Quem deve ser um professor de dança? E pelo perfil das pessoas presentes neste Círculo chegamos a algumas respostas, talvez não sejam as únicas e nem as mais verdadeiras, mas podem contribuir:

     - Um professor deve manter-se sempre atualizado
                 - Estar sempre buscando a evolução
                 - Apresentar a seriedade do seu trabalho pelo seu próprio trabalho
                 - Ter “brilho no olhar” ao falar do seu trabalho e no momento de trabalhar

E, um pouco menos em busca de respostas claras e objetivas, Valquíria poetiza: “Quando o aluno está pronto, o mestre aparece” e fala da escolha com o coração e para traduzir o seu momento de encontro com a dança nos traz a canção de Oswaldo Montenegro “Eu quero ser feliz agora”, segue vídeo abaixo:


Círculo Precioso Turquesa realizado em 28/10/12
Escrito por Saphyra Cristiane Wilson em 05/11/12

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Círculo Precioso Ágata por Natália Parzanese



“ Saphyrets” – Homenagem ao nosso grupo ,que ainda não existe!
Nesse encontro contamos com a presença de: Natália, Saphyra, Agatha, Bete, Élen, Lunnah, Rita, Marlêne, Carmem e Sandra.

Quem se responsabilizou,pelo lindo altar repleto de grandes significados foi nossa querida Marlêne. Uma renda vermelha ( usada em suas bodas de prata), envolvia um pandeiro, que segundo suas palavras representava a ALEGRIA em viver, que todos nós, devemos exteriorizar, mesmo nos momentos mais difíceis de nossas vidas, para que esse brilho possa atrair e contagiar felicidade. Flores brancas,complementavam com a representação de cada membro de sua família,incluindo ela própria.
Fomos apresentadas,a mais recente,mulher que compôs esse circulo : Carmem.Que nos encheu de alegria com sua presença,e também por fazer parte desse “Grupo”.
Carmem: a mais nova "Saphyret"

Nosso círculo iniciou com uma ideia da Ágatha, que nos falou sobre o elemento “fogo”, que representa a transmutação em nossas vidas. O que fez sentido para muitas mulheres nesse círculo que estão vivendo essa fase de transição, e que encontraram através da dança, uma forma de auto-conhecimento, libertação, e superação de limites (sejam físicos, ou psicológicos).
Assim falamos a respeito da nossa última apresentação (9° ENCONTRO PRECIOSO DE DANÇA), que fizemos no salão do clube Portuguesa de Desportos, no Pari. O sentimento que pairou sobre o ar, naquela apresentação, foi unanime. Todas sentiram uma energia indescritível, e imensurável. Estávamos tomadas pelo amor, a arte. Pela cumplicidade uma a outra, e pudemos assim entender o porquê da palavra PRECIOSA citada no nosso encontro. Comentamos também sobre o “calor” do publico que parecia fazer parte, também, desse grupo que apresentava suas danças. Posso afirmar, que SUPERANDO nossos limites, nos sentimos naqueles momentos, naquelas horas seres-humanos COMPLETOS. Todas fomos tomadas por uma energia tão positiva, que esteve presente durante toda a semana.
Algumas lágrimas correram,algumas apreensões. Mas o foco era sempre o de SUPERAÇÃO.

Paramos para um lancinho, que foi do agrado de todas ... Como já havíamos combinado no encontros anteriores, todas trouxemos algo feito, pelas nossas próprias mãos. E devo confessar,que além de grandes mulheres dedicadas a dança, temos nesse grupo grandes cozinheiras!!!
Durante nosso lanche, a Agatha trouxe, uma nova proposta com a pergunta : - Qual o momento,que você se sentiu realmente dançando ... Uma pergunta um tanto filosófica e que nos dá espaço para pensarmos realmente. E então, tivemos respostas, misturadas a grandes emoções que envolvia novamente superação de limites, mas principalmente de preconceito quanto aos artistas ... E é através, dessa pergunta, que deixo aqui, minha breve reflexão. Lembrando que esse momento de “ SENTIR A DANÇA” em mim, ainda não foi de meu mérito, mas imagino, como possa ser ...

(...) eu percorria, feito criança, que canta, que dança que encanta dentro de minhas próprias veias, a pulsar meu próprio coração, como notas doces, leves e enfáticas. Descalço essas sandálias, vastas cansadas, e piso com pés planos nesse gramado molhado, de terra perfumada. Elevo as mãos aos céu em conexão ao divino, e com um sorriso largo, e olhos que brilham agradeço a Deus por estar aqui. Meu sonho na janela,voando... livre a minha imaginação. Como se meu corpo não fosse mais escravo a movimentos que antes não superava, agora eu era livre, meu corpo levitava, minha mente viajava ... Pude olhar a chuva,sentir o gosto ... Eu dançava a dança, a dança me dançava ... E naquele gramado, de um verde de que de tão verde, verde não era. As flores me assistiam radiantes de felicidade, trovões ecoavam palmas estridentes, ininterrupta. Holofotes solares me faziam brilhar, ser estrela de mim mesma ... eu me senti dançando ... eu me senti : EU !

Escrito por Natália Parzanese
Data do Círculo: 05/08/2012
Escrito em: 07/08/2012

sábado, 9 de junho de 2012

Círculo Precioso Ametista por Saphyra


Círculo Precioso Ametista (por Saphyra)

Nesta foto: Agatha, Krystal, Ercy, Bete...

                9 (nove) é número de mulheres que se reúnem neste círculo, assim como no primeiro Círculo, este número se repete. São elas: Agatha, Krystal, Ercy, Bete, Telma, Gill, Lunnah, Saphyra e Verinha. A maior parte vem para este Círculo pela primeira vez.

                Em nosso “altar”: Lord Ganesha, o removedor de obstáculos, aquele que abre os caminhos está em meio às flores trazidas pela Gill que é complementado pelas ametistas intuitivamente trazidas por Krystal. Cada uma destas ametistas representa o grupo e passa a nos servir de apoio, um “amuleto” que representa cada uma deste círculo e nos servirá como um “elo de conexão”, e assim nossos laços começam a se fortalecer.
                A Gill nos aquece com o poema A Dançarina de Khalil Gibran para darmos início às nossas reflexões, histórias, sensações...

                Ao nos (re) apresentarmos umas as outras, vamos encontrando-nos em cada história, em cada experiência, e conforme nos encontramos nas histórias alheias a emoção toma conta do Círculo, lágrimas de emoção unem-se a sensação de superação e ao nos darmos conta de que dança é desafio e que o tempo todo estamos nos desafiando, surge a reflexão da Telma: “Se eu supero um movimento de dança, supero desafios lá fora, na vida”.

                A Ercy traz uma questão para reflexão: Que sentido tem a dança para cada uma de nós? – E então pede que cada uma defina em uma frase ou palavra O que é a dança para cada uma de nós?
                Transbordar, alegria, liberdade, superação, autoconhecimento, leveza do ser, voar, vida, se permitir...
                Para finalizar as reflexões, questionamentos, dúvidas, o documentário Quando o Instante Canta vem para complementar à questão que a Ercy trouxe para o grupo, mas o tempo de conversa sobre o filme fica curto, apressado e atropelado por tanto alimento que ainda não sabemos do seu lugar no Círculo, mas estamos certas de que não pode faltar!

Ganesha rodeado de doces!!!

                Além de muito forte e significativo este Círculo nos serviu de experiência e percebemos que muitas definições sobre ele criadas no Primeiro foram em vão e precisamos rever como a questão de horário:
- O tempo de entrega para o Círculo deverá ser de 3 horas, para que as atividades, conversas, propostas não fiquem atropeladas e prezaremos a pontualidade de início, chegando pouco antes para preparar o que for necessário.

Saphyra (Cristiane Wilson)
Escrito em: 09/06/12
Data do Círculo: 03/06/12

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Primeiro Círculo


Primeiro Círculo Precioso

Uma nova proposta nasce! E o projeto começa se concretizar, devagar vai tomando forma, corpo e movimento.
Saphyra, Veranice, Luiza, Lunnah D'Ouro, Luciana Vaiano, Gill Ahrins, Rita Ianguas, Natalia Parzanese e Marlêne

9 mulheres sentam-se em círculo, no chão, sentadas confortavelmente. O centro do círculo é formado pelo nosso “altar” que traz a água e o fogo!

Uma música suave para trazer a tranquilidade a este ambiente vem acompanhada da suavidade da voz serena que nos leva a uma viagem interior e para trazer a consciência do propósito dos círculos que estão por vir, escuta-se o poema "Danço" escrito por mim há muito tempo e foi muito bem aproveitado pela Lunnah que o trouxe para ser compartilhado. 

E então novas ideias vão surgindo, sugestões são lançadas e devagar o círculo vai ganhando movimento e cada uma se soltando e entregando-se a fala, quando a conversa começa a esquentar como a vela que nos faz centrar, está chegando o fim, que nos dá o gostinho de querer mais, de estar mais junto com estas pessoas que acabam de compartilhar um pouquinho de sua vida, e finalizamos com uma roda dançada em conjunto, que espalhou o calor do nosso coração por todo espaço.

E, assim, no dia 29 de abril (Dia Internacional da Dança) nasce o Círculo Precioso com o seguinte formato:

* Todas as alunas do espaço de Dança Saphyra fazem parte deste Círculo, mesmo que não possam comparecer presencialmente.

* A e
scolha da data, horário e local que o próximo Círculo vai acontecer é decida no encerramento de cada encontro.


* No final de cada Círculo, elegemos quem será responsável pelo “altar” do próximo. Chamamos de altar o que vai estar no centro do nossa roda nos conscientizando do formato circular. A responsável por ele trará o que desejar, podendo ser algum objeto que para ela represente dança, o feminino, ou que fale dela própria, ou do grupo, ou o que mais sentir necessidade. Falar sobre os elementos que compõem o “altar” fica a critério da responsável por ele, ela pode falar sobre sua escolha ou não.Também a responsável pelo "altar" levará para casa o “bastão da fala” que ela trará para o próximo Círculo com seu toque pessoal.

* Cada Círculo terá uma proposta central trazida por alguma integrante afim de estimular uma conversa, uma discussão ou algo que nos faça refletir e compartilhar experiências. Toda proposta é bem vinda e deve ser espontânea e verdadeira. O que você tem vontade de compartilhar com pessoas que são como você (mulheres que dançam)? Quer ler um poema? Um trecho de livro? Escutar uma música em conjunto? Dançar com todas? Discutir um pensamento? Trazer uma pergunta? Uma atividade corporal? Cantar com o grupo? Dançar sozinha? Pedir a alguém que dance? Confeccionar algo? Algum trabalho manual? Tudo pode! Desde que seja um desejo seu! Também no final de cada Círculo já elegeremos quem trará a proposta central. 

* Outra integrante já definida no Círculo anterior se responsabilizará pelo encerramento do Círculo.


* E sempre uma pessoa se responsabilizará por alimentar este blog, fazendo o registro de quem esteve presente e como foi o encontro, com auxilio de fotos, vídeos e o que mais sentir necessidade para compartilhar.

* Cada Círculo levará o nome de uma pedra preciosa, que também será definida ao final de cada Círculo. Assim, o círculo será identificado pelo nome da pedra e não pelo mês realizado.

* Comidinhas” farão parte deste Círculo e toda integrante que não estiver com a responsabilidade de nenhuma atividade nele trará algo preparado, preferencialmente, por suas próprias mãos.

Esperamos você no próximo círculo!
      Saphyra Cris Wilson