sábado, 13 de julho de 2013

Círculo Precioso Granada por Saphyra

Círculo Precioso Granada - por Saphyra 


                Dois meses... Quanta saudade! O dia de mais um Círculo chegou!

                Novas mulheres se sentem atraídas por esta proposta e sem saber ao certo o que vão encontrar juntam-se a nós.  Ao centro, o altar já está montado, ao redor dele sentam-se: Edi, Irene, Valquíria, Saphyra, Luciana, Angélica, Lunnah e Krystal e um pouco atrasadas Agatha e Verinha. Está faltando uma preciosa e as mulheres do Círculo perguntam: "Quem preparou este altar" ?Saphyra responde: Carmem.
Agatha, Irene, Angélica, Verinha, Valquíria, Marcia, Luciana, Saphyra, Lunnah, Edi, Krystal
"Mas cadê a Carmem"?
Ela se prepara para abrir nosso Círculo e nos presentear com algo que nem imaginamos o que.

                De olhos fechados ouvimos frases e palavras que nos são familiares, sentimos a presença de alguém que nos fala e nos faz lembrar cada Círculo, é um representante dos deuses trazido por Carmem que vem nos presentear com o poder da magia.


 No altar, “não há passado, presente ou futuro”, “todos os círculos se fazem um” e a força de cada cristal se faz presente:  Ametista, Ágata, Turquesa, Rubi, Quartzo Rosa, Pedra da Lua e a atual Granada.  Ao centro, a pedra trazida de Santa Cruz de Tenerife, terra das bisavós de Carmem traz novas energias. Castanholas que pertencem à sua mãe, Irene. Um relógio de bolso que fora de seu avô. E em meio a estes objetos, estamos nós, neste altar representadas através de fotos de diversos momentos vividos neste espaço.

                Este representante dos deuses nos faz lembrar a importância de cada uma, que somos todas indispensáveis e cada uma é exemplo a ser seguido.
 No Círculo somos todas uma, nos espelhamos na outra que é minha semelhante e aprendo com o que cada uma tem a dizer.

                Segue o texto de tudo que foi dito e ensinado por este representante dos deuses neste link: Mensagem do representante dos deuses



 Depois de mexer com algo dentro de cada uma enquanto se ouvia o que tinha a nos dizer, alguma preciosa disse: “eu nunca havia ouvido a voz da Carmem”, mas neste Círculo cada preciosa fala quando sente vontade e sempre tem o seu momento, este foi o momento da Carmem que nos fez conhecer um pouquinho mais desta menina, mulher, preciosa que teve o seguinte retorno: “Carmem, siga a voz do seu coração, confie em você”.

            

    E quando o assunto se tornou a confiança passamos o bastão para Luciana que nos trouxe uma proposta de confiança, força, autoconhecimento.

 Nesses Círculos Preciosos  tudo sempre se encaixa e parece que vem na hora certa, sintonia será a palavra?! Sim, em vésperas de apresentações deste espaço, o que mais precisamos é de confiança em nós, na nossa dança e no grupo com quem dividirei o espaço da dança.

    Lenços vermelhos? Hummm, “mais uma peça no meu altar”, “um lenço de gaúcho”, “uma faixa de miss”, “uma faixa de batalha”, “lavada no sangue de Cristo”... Sim, tudo isso e muito mais.
 Lavamo-nos com as diversas lágrimas que dura ou suavemente caíram. Chorar sim! Por que não?!

                Ah! Quantas emoções, reflexões e cobranças. Por que nos cobramos tanto? O quanto devemos nos doar? Estou me doando de mais ou de menos?

Se entregar ou ser entregue? Conduzir ou ser conduzido?

Quem está necessitando da minha condução? E eu? O que estou conduzindo na minha vida?
Conduzir caminhos... Quem conduz os meus caminhos? 

É hora de colocar as vendas e confiar! É hora de vestir a “faixa da batalha”, “usar a espada da mulher guerreira” e seguir, caminhar, dançar e porque não se deixar levar nesta “brincadeira de roda” ? Fiquemos então com a canção que segue no vídeo abaixo: Redescobrir na voz feminina de Elis Regina. Nas imagens: Memória, histórias, magia!


Que venha a Primavera! Que venha o Quartzo Branco!!!

Escrito por Saphyra (Cris wilson) em 12/07/213
Data do Círculo: 07/07/13

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Círculo Precioso Pedra da Lua por Carmem Toledo


CARMEM TOLEDO






AS PRECIOSAS


EM


EXPLORANDO A PEDRA DA LUA
OU
EM BUSCA DAS FERAS LUNARES







ELENCO

Cristiane Wilson.....................................................................................................Saphyra
Marlene Wilson..........................................................................................Marlene Cigana
Ágatha..................................................Lady Ágatha (a responsável pelo altar dionisíaco)
Vera.................................................................................................Verinha (a palestrante)
Elisabete.........................................................................................................Preciosa Bete
Élen............................................................................Élen (a força do Sangue de Dragão)
Marcia.......................................................................................................Preciosa Marcia
Carmem...................................................................................................Preciosa Carmem
Dois anjos......................................................................................................Observadores


APRESENTANDO

Irene.......................................................................
Mariana.........................................................................} As novas exploradoras preciosas
Karen......................................................................





EXPLORANDO A PEDRA DA LUA
OU
EM BUSCA DAS FERAS LUNARES


O espaço se resume a uma sala de piso de madeira, com grandes espelhos cobrindo uma das paredes. Há elementos culturais de vários povos: objetos e enfeites indianos, ciganos, etc. As demais paredes são pintadas de cor de rosa, com exceção de uma, onde se vê uma escada que conduz à entrada, que é azul.
Abrem-se as cortinas. A luz desce sobre dois anjos, que, da janela, observam o espaço vazio.


Primeiro Anjo
Acho que é aqui...

Segundo Anjo
Só pode ser! Ouvi muito bem o chamado do último círculo! Lembras que até nos ofereceram umas trufas?

Primeiro Anjo
Claro que sim! Imagina se eu não seria atraído pelo cheirinho de chocolate...

Segundo Anjo
Tudo bem que nos atrasamos um pouco, mas... Tu sabes como é vida de anjo...

Primeiro Anjo
Mas tínhamos muitas coisas a resolver... Um com um probleminha aqui, outro com uma preocupação ali, um terceiro que precisa de uma forcinha...

Segundo Anjo
Tens razão! Ademais, o tempo de Deus é outro...

Primeiro Anjo
O espaço está vazio.

Segundo Anjo
Bem... Por enquanto, não há ninguém aqui. Mas, logo, devem chegar...

Primeiro Anjo
Sim, sim... Talvez, sequer estejam nos esperando... Sabes como são os humanos: um dia, invocam-nos; no outro, esquecem-se de que existimos... Ah! É falar nos humanos, que eles aparecem! Vê quem se aproxima!


Saphyra se aproxima da porta e gira a chave. Simultaneamente, Irene e Carmem a avistam do outro lado da rua. Saphyra olha para trás e sorri. Irene e Carmem são mãe e filha. Elas atravessam a rua e, tão logo se encontram com Saphyra, cumprimentam-na. As três sobem para o espaço espelhado.
Aos poucos, chegam Karen, Bete, Mariana, Élen, Marcia, Verinha, Lady Ágatha e Marlene Cigana. Todas trocam energias e, logo, formam um grupo precioso de onze mulheres. Lady Ágatha prepara o altar, com a ajuda de Saphyra, Mariana e Verinha. Os rituais estão para começar...
Saphyra faz a convocação.


Saphyra
Vamos formar o círculo!


Todas formam uma roda mágica. Os anjos continuam na janela.


Primeiro Anjo
Vai começar! Vê as ondas coloridas que se formam na atmosfera que toma todo o espaço?

Segundo Anjo
Que lindo!! Pena que elas não podem vê-las...

Primeiro Anjo
Todo ser humano possui um véu diante dos olhos. Raríssimos são os que conseguem removê-lo. O máximo que conseguem é levantar uma ponta ou torná-lo mais sutil. E ainda assim, trata-se de uma difícil tarefa para quem está sob as amarras da matéria.

Segundo Anjo
Mas nós conseguimos desnudar cada um... Conosco, não há pudor caprichoso.


Saphyra toma o bastão da fala e pronuncia as primeiras palavras.


Saphyra
Em primeiro lugar, quero falar sobre o respeito que devemos ao bastão. Sempre é importante que nos recordemos de seu papel entre nós: Quem está com o bastão tem direito à palavra; neste momento, as demais devem se calar e ouvir.
O nome do presente círculo – Pedra da Lua – foi escolhido depois de nosso último ritual, durante o qual nossa Preciosa Lunnah falou-nos sobre a visão da Fênix que nos visitou em ocasião de nosso último círculo. A Fênix nos trouxe o prenúncio da transformação que estava prestes a se operar em cada uma de nós e em nosso grupo sagrado.
Lady Ágatha, por favor, inicie nossa reunião, explicando o altar do qual foi encarregada.

Lady Ágatha
Trago a força de Dioniso, que nos presenteia com a fartura! Mas não se trata de qualquer abastança! Falo da fartura sensual, que reverencio, dando a todas aqui presentes elementos que agradam o Deus do vinho, do teatro, das festas e da insanidade!
As uvas muito agradam Dioniso! Quantas de suas festas são regadas pelo vinho, que a todos torna insanos! Os damascos fazem referência à vulva, sagrado órgão feminino! Rosas vermelhas simbolizam a paixão. As pedras, cada qual com seu objetivo: Jaspe leopardo traz a sutileza desse animal que parece tão forte; o olho de tigre traz à tona a fera presa dentro de cada um; a pedra granada busca o equilíbrio entre a fera e a sutileza.
A cor laranja representa o fogo e o pano que imita a pele de leopardo representa a fera que reside em nós...
Sim! Todos temos uma fera! É como a canção interpretada por Maria Bethânia... Porém, não devemos nos ver como feras feridas, mas feras que têm algo a trazer à tona!
Por isso, pergunto:
Onde está a fera de cada uma?

Saphyra
E se mudássemos a pergunta para... “Por que não trabalhar minha fera na dança?” ou “Em que momento me sinto fera enquanto danço?”


Luz sobre os anjos, que se entreolham.


Primeiro Anjo
Agora, eu quero ver!

Segundo Anjo
Pois eu estou vendo várias feras aqui...

Primeiro Anjo
Engraçado... Eu vejo mais almas sutis...

Segundo Anjo
Tudo depende do ponto de vista.

Primeiro Anjo
Deixa-me observar um pouco daí, então...

Segundo Anjo
Não falo disso! Ai... Às vezes, tenho que te explicar tudo! Não sabes o que é linguagem figurada, alma?

Primeiro Anjo
Ah... Tu sabes que sou mais ingênuo...


O foco volta ao círculo.


Lady Ágatha
Não consigo me ver suave... mas tento buscar essa suavidade. Sinto que minha dança é uma explosão do que eu sou!

Élen
Minha fera se libertou com minha coragem na última apresentação.

Verinha
De acordo com o Xamanismo, eu seria um golfinho. No entanto, não me vejo delicada como dizem... Na vida, sou guerreira, mas na dança, tenho medo de passar do sensual ao vulgar. Na verdade, sinto-me uma aprendiz, apesar de estar na dança há seis anos. Sei que vou conseguir libertar essa fera que há em mim, mas ainda não chegou o momento.

Lady Ágatha
Verinha, trabalhe a energia da serpente, que é sensual e forte!

Élen
Sim... No início, há pudor, mas temos que nos soltar!

Saphyra
Preciosas que circundam este espaço, respondam-me sem exitar: Fera ou golfinho? O que se consideram na dança?


Os anjos saem da janela e tomam o espaço, posicionando-se em diferentes pontos da sala.


Primeiro Anjo
Estou vendo feras dizendo que são golfinhos e vice versa!

Segundo Anjo
Mas é assim mesmo, os humanos demoram para se descobrir... O que se deve ter em mente é que o importante é cultivar ambos, sempre em equilíbrio!

Primeiro Anjo
Shhhhh!! Bete dirá algo!

Bete
Vocês já perceberam o caminhar de uma fera? É lento e suave...

Primeiro Anjo
Boa, Bete!!

Segundo Anjo
Saphyra, diz a elas!

Saphyra
O ideal é o equilíbrio... Nem somente fera, tampouco somente golfinho. O que precisamos é sair de nossa zona de conforto, percebendo-nos mais...

Segundo Anjo
Nada como uma sugestão angelical...

Primeiro Anjo
Metido, tu...

Segundo Anjo
Ei... Estou pressentindo que Verinha tomará a palavra novamente... Parece que ela tem algo interessante a ensinar...

Primeiro Anjo
Ouçamos!

Verinha
Tentarei descobrir a fera em mim!
Nossas conversas são um auxílio e tanto! Tudo se entrelaça! Há um elo entre nós, ainda que algumas estejam ausentes. Abordamos assuntos particulares e a sexualidade é um desses temas cuja compreensão muda, de acordo com a cultura de cada povo, a criação que cada um recebe, etc.
Mas o principal do tema sexualidade, que quero tocar aqui, é o zelo com o corpo.
Vejam o pompoarismo, que começou na Índia e se aperfeiçoou na Tailândia e no Japão... É indicado a todas as fases da mulher, para sua saúde! Ele ajuda no fortalecimento da musculatura vaginal, na prevenção e tratamento da incontinência urinária e, principalmente, no autoconhecimento!

Lady Ágatha
Quero lembrar a todas de que o mês de maio – principalmente o dia 1º - é importantíssimo para a mulher! É nesse período que vocês devem se perceber mais, especialmente aquelas que estiverem menstruadas!
Quando a mulher menstrua, ela morre, para renascer mais mulher...
Por isso, conservem o sagrado feminino que há em vocês!

Primeiro Anjo
Conservar o sagrado é algo importantíssimo! Pena que nem todos o fazem...

Segundo Anjo
O ser humano é assim... Ainda está aprendendo e permanecerá nessa posição por muitos e muitos séculos. Mas isso não quer dizer que ele não deva buscar a perfeição! Por mais que ninguém seja perfeito, cada uma aqui presente deve seguir o caminho correto, o exemplo mais digno – o que, aliás, não falta na vida de ninguém.

Primeiro Anjo
Não mesmo! Vê como todas têm alguém que admiram... Muitas vezes, esse exemplo não está mais entre elas, mas pode crer, anjo companheiro: essas almas que já estiveram na carne estão sempre a observar seus amados e não deixam nunca de inspirá-los.
Posso ver avós e bisavós aqui presentes, com um sorriso nos lábios, acariciando suas eternas meninas.

Segundo Anjo
Amigo...

Primeiro Anjo
Fala!

Segundo Anjo
É normal anjo se emocionar?

Primeiro Anjo
Claro que sim! Cada qual se emociona ao seu modo, mas o importante é deixar falar a luz que trazemos em nossas almas.


Fecham-se as cortinas.


CONTINUA...

Escrito por Carmem Toledo
Abril 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sem tempo de ver as cores

Sem tempo de ver as cores

Percorro pela vida em busca de algo que nem sei o que.

A pressa toma conta do meu corpo e o momento se torna um corre corre desenfreado, que parece encurtar mais os dias.

Parar para que?
A lista das metas a serem cumpridas cada vez aumenta mais.

Amanhã eu vou,
Amanhã eu vejo,
Amanhã eu paro,
Depois eu faço,
Depois eu ouço,
Depois, Depois...

O tempo passa,
As rosas do jardim nascem, as flores morrem, e eu não parei para admirar o orvalho em suas pétalas, nem perceber as cores que enfeitaram o jardim e não senti o perfume que exalou das rosas.

Nem tinha percebido os coraçõezinhos ao redor desta página.

Bem pensado!

Vamos falar das cores dos corações. Dos tons que dão harmonia aos caminhos que um dia um Ser maior fez formar, uma corrente com elos bem diferente, que dão personalidade ao todo. Isto já é um milagre!

Bate, bate coração,
Pare em um cantinho qualquer para observar o seu valor.
Lembre-se dos corações que já se foram, pense nos que estão para vir.
Infinitos tons de luz de mesclam no céu e na terra.

Vamos coração, continuar o passeio pela estrada arborizada em formas indefinidas, onde corações perdidos esperam uma mão amiga, uma simples acolhida, um abraço apertado já basta para se sentir amado.

Vamos coração, enquanto está aí parado, pense nas coisas diversas já vivenciadas.

Nova fase vai se abrir para fortalecer o elo do amor eterno.

Quantos corações foram agregados, desprendidos, transformados, reprimidos e abandonados! Porém, com o elo trançado na fé, esperança e humildade, nunca se perde ou morre, só vai para outro lado.

Pode até parecer desapego, mas o que Deus uniu, não há tempestade que separe. Ele, consagra, unifica, prepara pela lei natural do tempo e permite se machucar para reconhecer que os elos divinos não são corrompidos nem pela ausência nem pela distância.

Preservar é a meta, fidelidade a missão.

Agora, vamos a reciclagem.
O que vale a pena restaurar.
Quais os valores que são importantes?

Reflita coração, voe pelas antigas avenidas e olhe as árvores frondosas que a centenas de anos fazem parte da história. O cenário e os personagens mudam, mas ela está firme e poderosa alimentada por raízes que não podem ser arrancadas. Isto me fortalece!

Somos gotinhas no Universo sempre prontas para se restaurar. As gotas se unem, o fogo se apaga e a reconstrução acontece.

Será que há tempo?
Por onde começar?

Primeiro, limpar a mente, fortalecer o espírito e ir atrás do elo quebrado. Juntar os cacos coloridos e fazer um mosaico, para colocar de enfeite na mesa da comunhão para repartir experiências, contar histórias... e quantas!

Me pergunto coração.
Foram tantas peças quebradas que nem tem como separar.
É hora de recomeçar o jogo. Selecionar as peças que são mais preciosas, lapidar as desgastadas. Montar o alicerce com tijolos e argamassa.

Vamos ser forte coração!
Eu sei montar minha história.

Agora é a meta final!
Traga de volta as cores livres das ciganas,
As rosas de Santa Rita,
Os lírios que fazem parte do meu Templo consagrado.

Meus anjos e Santos queridos nesta vida, onde as pedras já quebradas, formam mosaicos floridos, com raios de sol e estrelas, praia com ondas surfantes que explodem no cair da tarde, vão ao encontro da lua e se espalham pelas areias, apagando num instante as más lembranças do passado.

Vamos coração amigo,
Vamos voltar à terra,
Colocar a fantasia que dá colorido à vida.
Brincar com as cores vibrantes,
Ouvir a felicidade,
Fingir que não há falsidade, ser Marêne de verdade.

Agora o que é que eu faço?
Os sonhos que já eram opacos se desmancham no espaço.

Quero continuar no circo, fingir que tudo é bonito, tentar fazer o impossível para enfeitar minha tenda com retalhos coloridos, para acolher amigos, mesclar com alguns não queridos, ser como o joio do trigo, ouvir a palavra Divina e deixar acontecer a arte que pode ser viva e contemplativa, depende de como você distribui os cacos do grande mosaico.

Nada se perde, tudo se transforma.

Vamos comprar outra tela, esboçar um caminho novo ao som de uma bela canção?

Vivemos num mundo de aparências, sem tempo para ver o colorido da alma.
A transformação acontece quando o amor se manifesta.
É como o mosaico.
A harmonia só existe quando as peças se encaixam de acordo com a delicadeza de cada colaborador.

Vale a pena ver as cores!

Relato escrito por Marlêne Capela em janeiro de 2013
(adaptado por Saphyra Cristiane Wilson para contexto deste blog)

Círculo Precioso Quartzo Rosa

Círculo Precioso Quartzo Rosa

O que faz com que 10 mulheres levantem cedo em um domingo quase chuvoso que pede um pouco mais de cama???

Um compromisso com elas mesmas. Um encontro marcado onde ninguém tem obrigação de comparecer, mas a cobrança e necessidade de estar presente vem de cada uma.


Enquanto a Verinha prepara o altar, que será o centro e quase sem querer o tema principal do nosso encontro, vão chegando: Lunnah, Krystal, Bete, Éllen, Carmem e Marcia, que vem pela primeira vez compor este círculo. E então, Marlêne, chega surpreendendo a todas e enchendo de alegria cada uma com sua recuperação e saudade. E mais tarde, Agatha chega para completar a roda.



                             


O altar da Verinha, composto por todos os seus oráculos, que são abertos todos juntos pela primeira vez aqui, ao grupo, leques representando o feminino, fitas coloridas, a cigana, moedas... e sempre sua fala sobre o altar nos remente ao universo feminino.



O altar



De início, Verinha nos apresenta o nosso novo bastão da fala, chamo de novo o nosso velho bastão, que foi transformado por ela que acrescentou a ele uma pedra por ela preparada e energizada, moedas ao redor e as fitas coloridas para trazer cor, para trazer vida. E essas fitas nos deram muito o que falar, a relação cores e vida deu muitos desdobramentos, como a leitura do relato "Sem tempo de ver as cores" escrito por Marlêne em sua temporada no hospital, que nos trouxe muitas reflexões e questionamentos, aprendemos a dar valor a pausa e refletir sobre o tempo para o perceber o outro. O tempo que devemos dar a nós mesmas e que sentimos orgulho de se dar esta tempo ao pertencermos a este círculo e nos presentear com momentos de dança, onde esquecemos do mundo lá fora e vivemos momentos únicos dedicados a nós mesmas e nosso corpo em movimento. 

Ainda as fitas coloridas do nosso novo bastão traz uma mensagem intuitiva, onde a Lunnah visualizou a imagem da fênix, que nos remete a transformação, é a transmutação para algo melhor, enquanto ela fala sobre evolução (espiritual e emocional), sua sensibilidade emociona muitas de nós e finaliza sua mensagem dizendo que o "renascer das cinzas veio trazer a benção". E quem esteve mais envolvido neste espaço sabe a importância desta mensagem para o próprio espaço, para quem cuida e coordena ele e principalmente para quem frequenta. A mudança das cores retratam um novo momento e cada uma sabe o que isto pode significar para você. Para Marlêne, por exemplo, a troca do vermelho para o rosa significa sair da "agressividade" e "agitação" para um momento mais tranquilo. 


O Universo é mágico, e faz com que tudo se encaixe e flua sempre da melhor maneira, como tem que ser. Hoje, o Círculo Quartzo Rosa acontece em um novo ambiente, agora o rosa vem ocupar este espaço, o amor incondicional, energia que devemos pensar em colocar neste Círculo, tão delicado e profundo, como o Quartzo Rosa, amor que entrego e recebo dele, e assim a cada Círculo nosso "elo de conexão" se fortalece. Um "elo de conexão" nos une, possuímos uma Ametista que representa cada uma no Círculo que me fortalece quando necessito, hoje a Marcia é mais uma a receber uma Ametista e outras que cada uma por um motivo não a possui mais, é hora de recebe-la com muito mais força e importância. 



Marcia escolhendo sua Ametista, nosso elo de cone



Não acaba por aí, para encerrar Lunnah nos presenteou com um jogo, o jogo da transformação, ligado aos anjos, que trazem a conexão perfeita com a dança, não é a toa que Santo Agostinho já dizia: "homem, aprenda a dança, se não os anjos do céu não saberão o que fazer contigo", no jogo de palavras que busca uma re-conexão com qualidade divinas, jogo presente em um singelo altar paralelo ao altar principal, composto pelo azul, a lavanda e o abalone para lembrar da mãe Iemanjá já que seu dia foi comemorado no dia anterior ao Círculo, as trufas do Senhor Ganesha, tão presente neste espaço que a cada dia é o primeiro a receber cada uma que aqui adentra e por ser este o primeiro Círculo do ano, veio para abrir este novo ciclo. Também abrindo o novo ano, não esquecemos do ano novo chinês, hoje comemorado, o ano da Serpente, tão feminino como este Círculo, serpentes que trocam de pele assim como nós, mulheres, trocamos de papéis o tempo todo, sendo mães, empresárias, filhas, namoradas, etc. Serpentes, flexíveis, como devemos ser, nos adaptando e serpenteando para dar conta das demandas da vida, flexibilidade que adquirimos dançando.

Hoje, posso dizer que nosso Círculo existe e cada uma já entende melhor o porquê dele. No próximo (em abril) comemoramos 1 ano, é motivo de celebrar esta conquista!!!



Escrito por Saphyra (Cristiane Wilson)
Data do Círculo: 03/ 02/2013
Escrito em: 06/02/201
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Círculo Precioso Rubi por Carmem Toledo


Círculo Precioso Rubi - Por Carmem Toledo


Preciosas mulheres chegam e, uma a uma, acomodam-se em torno do altar que, desta vez, foi criado pela Preciosa Élen.

Além da responsável pelo centro de nossa reunião, éramos as Preciosas Saphyra Cristiane, Krystal, Roseane, Valquíria, Elisabete, Lunnah, Luciana, Vera e Carmem.

A Deusa da Felicidade recebeu a todas com o sorriso próprio dos deuses: um gesto que, apesar de não consumado, comunica o necessário para a transmissão de seu dom. Ela estava lá, calada, mas dizendo tudo... Parecia dizer: "Eu estou em vocês. Eu sou vocês. Vocês, juntas, são minhas entranhas."

Ela estava cercada por elementos que remetiam à nossa dança: um pandeiro, castanholas, uma linda rosa... 
Mas não havia só isso: Preciosa Élen também presenteou o Círculo com a força da Deusa Tríplice, que contempla as três fases da mulher: a moça pura, a mãe protetora e a sábia idosa. O quartzo rosa afirmava o amor incondicional e a amizade que pairavam no ar. O baralho espalhado ao redor evocava a transformação a ser realizada por cada uma de nós.

Como havia dançarinas que participavam pela primeira vez do Círculo, ametistas foram distribuídas - como ocorrera no Círculo Precioso Ágata - e Preciosa Krystal explicou o significado dessa pedra, que representa a transmutação, a busca da identidade. Sua força traz discernimento e simboliza o elo entre todas as integrantes do grupo.

aAcaixinha das Ametistas
O Grande Círculo se abria...
Uma imensa corrente invisível unia cada mulher e já não pertencíamos à prisão Espaço-Tempo!
Ninguém podia nos ver, tampouco nos ouvir... Somente nós e os Deuses da Dança!

Preciosa Lunnah tomou a palavra e falou sobre suas dificuldades para criar danças coreografadas. Contou que, na Festa de Encerramento, a coreografia havia sido, finalmente, sua parceira e concluiu que, na verdade, esse havia sido seu Demônio, que veio a se tornar um Deus. 
Por fim, iniciou o tema que conduziu nossas reflexões do dia, com a questão:


"Qual foi o Deus ou o Demônio que vocês enfrentaram no dia da apresentação?"

Nesse momento, muitas foram tocadas pelas bênçãos da Vida. 
Lágrimas correram, tal cachoeiras de água cristalina que tudo arrastam com sua força, mas que, ao passarem, deixam suaves gotas que, tímidas e pequeninas, alimentam a terra que há de se tornar fértil novamente. A água em abundância arrancou muitas flores... inevitável. Mas, com elas, foram-se também as ervas daninhas que as matariam, cedo ou tarde. Agora, restam as sementes que estavam protegidas embaixo da terra. Elas hão de crescer e serão flores ainda mais belas e mais fortes que aquelas que foram arrancadas.
Rosto e alma lavados, aquela que chorava parecia ainda maior. Mais mulher. Mais humana. Mais ela. Mais nós.

Enxugamo-nos do banho necessário e revitalizante e, prontas para prosseguirmos nosso ritual, orientadas por Preciosa Élen, escolhemos cartas do baralho que nos aguardava, observando tudo, calado como a Deusa da Felicidade.
Cada qual leu a mensagem que a fortuna lhe reservara... Verdades que estavam em cada uma de nós... Sim. Nós já sabíamos... Mas é impressionante como precisamos sempre que nos ensinem antigas lições...

Preciosa Saphyra escolheu uma carta ao acaso...
Ah! Acaso travesso, que, como quem não quer nada, sempre surge no momento certo...
Tu dizes verdades mirando-nos os olhos!
Eis que tu nos trazes um recado peculiar: Ação e Reação - irmãs xipófagas que em tudo se intrometem - nos chamam à reciclagem!
Isso quer dizer que é tempo de separarmos o bem do mal, o cândido do corrompido, o são do ferido, porém sem renunciar jamais à nossa identidade, afinal, sem ela, não existimos! O bom agricultor não descarta sua terra por causa do joio: ele simplesmente o separa do trigo. Reciclar é ressaltar o que há de bom e corrigir o que há de mau. Compreendemos a mensagem e ouvimos Preciosa Saphyra encerrá-la com a frase principal:
"Crio um mundo melhor: o mundo a que desejo pertencer."
Que assim seja!

Depois desse momento de aprendizado, Preciosa Lunnah nos ensinou uma singela dança circular.

Tomadas por uma magia indefinível e indescritível, todas nos vimos na ciranda de uma certa bailarina que nos lembrava, a cada segundo, que todas estamos na mesma condição... A condição humana. 




Mas, queres saber, bailarina?
Ainda bem que temos uma casca de ferida, pois ela nos faz ter mais cuidado para que não firamos duas vezes o mesmo lugar...
Ainda bem que, ao acordarmos às seis da matina, temos remela, pois ela está lá porque nós dormimos e sonhamos...
Medo de subir, medo de cair e medo de vertigem nos protegem contra o perigo... 
E o bom de termos tudo isso que tu não tens, nobre bailarina, é que podemos, em nossa loucura de seres imperfeitos que somos, ser bailarinas como tu, quando quisermos!

Preciosa Carmem Toledo

Data do Círculo: 16/12/12

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Círculo Precioso Turquesa por Saphyra


Círculo Precioso Turquesa - por Saphyra

Um círculo sem uma pedra definida, mas que desta vez foi escolhida no dia, no momento da sua realização, e então, Turquesa. Já que neste círculo não terá como escapar do assunto “Turquia”, um chá turco será servido, como prometido e a turquesa é a pedra da Turquia, lugar que eu, Saphyra, acabo de deixar e chego cheia de experiências para no círculo compartilhar.
Éllen, Valquiria, Saphyra, Sandra, Lunnah e Carmem (tirando a foto)

De início, somos em 5 (Sandra, Carmem, Éllen, Valquiria e eu) e depois uma sexta chega para integrar o círculo, Lunnah.

O altar

Sandra
No altar a frase “Amor à Dança” se destaca entre o 
xale, leque, castanholas, rosas, pétalas e o incenso, montado pela Sandra, que neste mesmo dia vem para se desligar das aulas de dança cigana aqui no espaço, um paradoxo, pois ao mesmo tempo em que deseja este desligamento fala de amor e complementa em sua fala: “lamento os que não conhecem a dança”.  Sua paixão à dança flamenca justifica o desligamento da dança cigana e com muita maturidade e consciência percebe que se realmente deseja aprender a dança cigana, deve se abrir ao conhecimento e experiência para outros ritmos ciganos, a outros sons e outras maneiras de se dançar, isto é dança cigana! E este não é o seu momento! Mas deste círculo ela continuará fazendo parte.

Cada pessoa que já passou por este Círculo, ou até mesmo aquelas que ainda não tiveram oportunidade de comparecer, por algum motivo, faz parte dele. E quando está ausente, está presente. Nós, presentes, sentimos e percebemos vocês na roda.

O assunto dança parte do depoimento da Sandra e hoje percebemos a dança como “cura”, e a Valquíria, que participa de um círculo precioso pela primeira vez, diz: “Hoje me sinto viva”.
Valquíria
E mais uma vez surgem algumas lágrimas, de alegria, de emoção, de satisfação em fazer parte deste “grupo” que tem como diferencial o acolhimento, distante de competições e disputas de egos, qualidades favorecidas pelo trabalho realizado em nossos Círculos. E que tudo é promovido por quem ensina, por quem dirige ou coordena um grupo... E então, em meio a tantas ofertas de aulas de dança, surge a pergunta: Como escolher um professor de dança? Quem deve ser um professor de dança? E pelo perfil das pessoas presentes neste Círculo chegamos a algumas respostas, talvez não sejam as únicas e nem as mais verdadeiras, mas podem contribuir:

     - Um professor deve manter-se sempre atualizado
                 - Estar sempre buscando a evolução
                 - Apresentar a seriedade do seu trabalho pelo seu próprio trabalho
                 - Ter “brilho no olhar” ao falar do seu trabalho e no momento de trabalhar

E, um pouco menos em busca de respostas claras e objetivas, Valquíria poetiza: “Quando o aluno está pronto, o mestre aparece” e fala da escolha com o coração e para traduzir o seu momento de encontro com a dança nos traz a canção de Oswaldo Montenegro “Eu quero ser feliz agora”, segue vídeo abaixo:


Círculo Precioso Turquesa realizado em 28/10/12
Escrito por Saphyra Cristiane Wilson em 05/11/12